Boa reposição se faz com animal mais pesado, veja!

Boa reposição se faz com animal mais pesado, veja!

PARTILHAR
nelore bezerro vacada
Gado para exportação (Foto: Ernesto de souza/Ed. Globo; )

Para o Cepea, disparada do valor do bezerro faz piorar a relação de troca para os recriadores e invernistas. Por isso, é preciso produzir animais mais pesados para fazer uma boa reposição!

Apesar das fortes altas nos preços do boi gordo, a quantidade de arrobas necessárias para a compra de um bezerro aumentou em outubro de 2019 frente ao mesmo período de 2018, informou relatório mensal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Isso indica que, considerando os preços pecuários do mês passado, o pecuarista “precisa investir e produzir um animal mais pesado para conseguir fazer a reposição”, alertam os pesquisadores, em relatório.

No entanto, o levantamento do Cepea não contempla as recentes disparadas no Indicador do boi gordo Esalq/B3/Cepea, que ontem (12) atingiu um novo patamar recorde, de R$ 184,25/@, à vista, em São Paulo.

De acordo com o Cepea, as altas nos preços anuais do bezerro “foram mais intensas frente às observadas para a arroba do boi gordo”. Diante disso, em outubro, pecuaristas do Estado de São Paulo precisaram de 8,32 arrobas de boi gordo para comprar um bezerro em Mato Grosso do Sul (considerando os Indicadores do boi Esalq/B3, no mercado paulista, e o Esalq/BM&FBovespa do bezerro, na praça do Mato Grosso do Sul).

Essa relação de troca significou um aumento 4% em comparação à troca registrada em outubro do ano passado, ou seja, os produtores precisam, este ano, de mais arroba para fazer a reposição – os cálculos foram realizados em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/19).

A menor relação deste ano foi registrada em abril, de 7,96 arrobas de boi gordo/bezerro. De janeiro a outubro, a relação de troca média está em 8,29 arrobas, ante 8,13 arrobas no mesmo período do ano passado.

A reação nos preços de animais para reposição, segundo o Cepea, está atrelada à restrição de oferta de animais ao longo deste ano, o que, por sua vez, pode ser resultado do crescente volume de fêmeas (novilhas e vacas) abatidas no País nos últimos trimestres. Além disso, continuam os pesquisadores, a demanda brasileira por animais para abate está firme, tendo em vista o bom desempenho das exportações de carne bovina.

Pecuaristas seguram fêmeas, de olho no mercado de reposição

Nesta quarta-feira, o mercado físico do boi gordo manteve a tônica dos dias anteriores, com os preços da arroba estendendo os movimentos agressivos de alta em função da enorme dificuldade de compra de animais prontos para o abate, relata a Informa Economics FNP.

Entre as praças do Centro-Sul, os preços da arroba subiram mais de R$ 5 por arroba somente em um dia, reflexo do cenário de escassez de oferta, ressalta a FNP.

A retenção de fêmeas também tem agravado o cenário de oferta. Isso porque os pecuaristas começam a recompor o rebanho, já que os preços da reposição estão muito elevados.

Ainda segundo a FNP, os fluxos de transição de oferta de gado entre os Estados também ganharam força. As plantas frigoríficas estão em busca de regiões pecuárias onde os preços e as ofertas sejam mais competitivas e maiores.

Compre Rural com informações do Portal DBO e Agências

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com