Boi: Dificuldade pra subir, mas sem apoio para quedas

Boi: Dificuldade pra subir, mas sem apoio para quedas

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Foto Divulgação.

Com a dificuldade de encontrar gado ainda imperando no mercado, preço do boi gordo segue firme. Ainda assim, carne bovina segue pressionada.

O mercado físico de boi gordo segue com dificuldade de embarcar em maiores altas. Com o preço do boi gordo flutuando entre os R$ 300,00/@ e R$ 305,00/@, e consequentemente a carne bovina elevada, os consumidores dão preferência a proteínas mais baratas, como a de aves e suínos, e, com isso, o mercado interno segue com baixa liquidez.

O varejo não tem conseguido repassar o aumento dos preços do boi gordo, e, neste cenário, a carcaça casada encerrou a sexta-feira estável, cotada a R$ 18,00/kg. 

Enquanto isso na B3, a última sexta-feira encerrou com valorização dos contratos futuros de boi gordo. Mesmo com a pressão negativa da indústria, o preço do boi gordo na bolsa brasileira se manteve firme. O vencimento mais negociado nesta sexta-feira (mar/21) ficou cotado a R$ 297,65/@, obtendo valorização de 0,86%.

Milho

O preço do milho brasileiro encerrou a última sexta-feira em estabilidade. A referência para o cereal em Campinas/SP ficou cotada a R$ 84,00/sc. Na B3, uma leve aceleração foi observada nos contratos mais longos, o vencimento para maio/21 registrou alta de 0,77%, ficando cotado a R$ 85,96/sc, enquanto o contrato para setembro/21 bateu sua máxima ficando cotado a R$ 76,61/sc.

A divulgação do Imea sobre a semeadura do milho 2ª safra ainda atrasada no Mato Grosso continua a preocupar o mercado.

Já na Bolsa de Chicago, o cereal embarcou em uma desvalorização maior na sexta-feira. O contrato com vencimento para maio/21 sofreu um recuo de 1,32%, encerrando a sexta-feira cotado a US$ 5,42/bu.

O mercado norte-americano continuou reagindo ao relatório do USDA que apontou um crescimento na produção e dos estoques de cereal norte-americano na safra 21/22. Além disso, a desvalorização do petróleo auxiliou nesta queda do milho na sexta-feira.

Soja

Mesmo com as cotações em Chicago avançando, o preço da soja brasileira seguiu em queda na sexta-feira. Pressionada pelo dólar e pela colheita que ainda avança devagar na maior parte do Brasil (por conta das chuvas), a cotação da oleaginosa registrou leve queda ao fim da última semana, ficando cotada à R$ 163,00/sc em Paranaguá/PR. O Imea divulgou também a colheita no estado de Mato Grosso, com um total de 34,51% da área estimada já colhida, cerca de 38 p.p. abaixo do que foi visto na safra passada.

A junção de dólar mais fraco no Brasil, atraso da colheita na américa do sul e expectativa de estoques enxutos nos EUA deram suporte para que as cotações da soja em Chicago avançassem levemente na sexta-feira. O contrato com vencimento para maio/21 valorizou 0,25%, ficando cotado a US$ 13,80/bu.

Fonte: Agrifatto

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