Arroba mantém trajetória de valorização, com oferta ajustada de animais e frigoríficos disputando boiadas; consultorias apontam negócios acima das referências em São Paulo.
O mercado do boi gordo mantém a trajetória de valorização, com negócios que já alcançam R$ 360/@ em São Paulo e expectativas de novas altas nos próximos meses. A oferta ajustada de animais terminados e as escalas relativamente curtas de abate continuam sustentando os preços, enquanto os contratos futuros colocam a arroba de R$ 400 no radar do pecuarista.
Nesta quarta-feira (23), o setor acompanha os reflexos das negociações de terça-feira (22), quando diferentes consultorias registraram novas valorizações. Segundo a DATAGRO, o indicador paulista avançou 0,29%, chegando a R$ 355,94/@. Em Mato Grosso do Sul, a alta foi de 0,76%, com a referência atingindo R$ 353,81/@.
Boi gordo sobe nas principais praças
A Safras & Mercado também identificou avanços no mercado físico. Em São Paulo, a cotação média chegou a R$ 356,33/@, enquanto Goiás registrou R$ 345,36/@ e Mato Grosso do Sul, R$ 349,05/@.
Pela Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado doméstico estava cotado em R$ 350/@ em São Paulo, enquanto o boi-China era negociado a R$ 355/@, em valores brutos e a prazo.
Já a Agrobrazil registrou negócios na casa dos R$ 360/@ em São Paulo. As escalas médias de abate passaram de 5,83 para 5,93 dias úteis, indicando uma pequena recuperação, mas ainda com programações relativamente ajustadas.
O analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que frigoríficos de pequeno e médio porte enfrentam maior dificuldade para adquirir boiadas, enquanto as grandes indústrias contam com maior disponibilidade de animais provenientes de parcerias e confinamentos próprios.
Cotação do boi gordo por estado
Segundo levantamento da Safras & Mercado de terça-feira (22/09):
- São Paulo: R$ 356,33/@
- Mato Grosso do Sul: R$ 349,05/@
- Goiás: R$ 345,36/@
- Minas Gerais: R$ 341,76/@
- Mato Grosso: R$ 333,30/@
Destaque: em São Paulo, negócios pontuais chegaram a R$ 360/@, segundo a Agrobrazil.
Arroba de R$ 400 entra no radar
A valorização do mercado físico também alimenta as expectativas para os próximos meses. Segundo a Agrifatto, os contratos futuros para dezembro superaram os R$ 390/@ na segunda-feira (21), colocando o patamar de R$ 400 no radar.
Na terça-feira (22), entretanto, o contrato para dezembro recuou 0,39%, encerrando a R$ 388/@. O movimento mostra que, embora as expectativas permaneçam positivas, o mercado futuro também passa por ajustes.
A arroba de R$ 400 ainda não é realidade no mercado físico, mas a perspectiva de menor oferta de animais terminados pode continuar sustentando os preços.
Para o pecuarista, o cenário também apresenta uma melhora na relação de troca com a reposição. Segundo a Farmnews, o boi gordo acumulava valorização de aproximadamente 3% na parcial de setembro, enquanto o preço do bezerro em Mato Grosso do Sul permanecia praticamente estável.
Apesar do ambiente favorável, a capacidade de repasse dos frigoríficos continua sendo um ponto de atenção. Conforme Iglesias, o consumo doméstico segue sem estímulos relevantes, enquanto a competitividade da carne de frango limita novos reajustes no atacado.
Nos próximos dias, a disponibilidade de boiadas e o comportamento das escalas de abate serão determinantes para a continuidade da valorização da arroba.
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