Boi gordo com preços em alto patamar e não arreda pé

Boi gordo com preços em alto patamar e não arreda pé

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Indústria trabalha com escalas de abate apertadas diante da enorme escassez de oferta de boiada, os preços estão firmes e não devem cair!

Nesta quarta-feira, 15 de julho, os preços do boi gordo ficaram estáveis na maior parte das praças pecuárias do País, estacionados em patamares altos. Alguns praças registraram valorizações na arroba, como é o caso das regiões do Mato Grosso e Rio Grande do Sul, de acordo com levantamento da consultoria IHS Markit.

Nos dois Estados, diante da dificuldade em encontrar animais terminados em volumes mais significativos, os frigoríficos tiveram que pagar preços mais altos para conseguir preencher as escalas de abate, que encontram-se bastante apertadas, diz a consultoria.

Na região Sul do país, sobretudo no mercado gaúcho, o segmento de bovinocultura de corte vive um momento turbulento, relata IHS Markit. “A baixa disponibilidade de animais, consequência da forte seca que atingiu regiões do Rio Grande do Sul no início do ano, tem promovido seguidas altas nos preços, tanto no mercado físico do boi gordo como no de reposição”, observa a consultoria.

Além disso, o número ascendente de casos de Covid-19 em algumas cidades gaúchas tem impactado o consumo de carne bovina e a confiança dos agentes compradores de boiadas. Diante deste cenário, o fluxo de negócios registra morosidade no mercado gaúcho e o valor pago pela arroba do gado é definido praticamente a cada lote negociado.

No Mato Grosso, a ação de plantas frigoríficas exportadoras, principalmente, sustenta as cotações em ambiente firme de preço. “Com dificuldade de compra de gado, as indústrias do MT elevam os preços oferecidos para conseguir cumprir seus compromissos de abate”, informa a IHS Markit.

Em todo o País, as expectativas de curto prazo apontam para cotações do boi gordo firmes, prevê a consultoria.

Na Agrobrazil

O app da Agrobrazil, no fechamento dessa terça-feira, preços praticamente estáveis para praça de São Paulo, fechando em R$ 219,63/@, com preços variando de R$ 217 a R$ 225. Já o CEPEA, fechou em R$ 217,85/@, com uma leve queda percentual.

Já em Suzanápolis/SP, o preço informado foi de R$ 225 a prazo com 3 dias e abate para a data de 21 de julho. Mercado segue aquecido e pagando mais pela categoria!

No mercado interno, em Aporé/GO, o preço informado, para vaca gorda, foi de R$ 210/@ a prazo com 30 dias e abate para o dia 20 de julho. Em Pedra Preta/MT, o preço informado foi de R$ 200/@ à vista e abate para o dia 22 de julho.

Agência Safras

Além da oferta restrita, a China ainda importa volumes substanciais de proteína animal no decorrer do ano, visando cobrir uma lacuna de oferta formada pela peste suína africana. “Deve ser considerado, ainda, o processo gradual de reabertura em alguns estados, com ênfase para a cidade de São Paulo”, afirma.

Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 220 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em 217 por arroba.Em Dourados (MS), seguiram em R$ 211 por arroba. Em Goiânia (GO), continuaram em R$ 211 por arroba. Já em Cuiabá (MT), cotações estáveis em R$ 197.

Mercado de proteína

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo ainda remete a uma pontual alta dos preços.

A reposição entre atacado e varejo foi positiva na primeira quinzena de julho. O processo de reabertura da economia, em especial na cidade de São Paulo, foi um grande motivador para a demanda doméstica. “No entanto, segue a ressalva que o consumo ainda está aquém da sua normalidade, com restaurantes e demais estabelecimentos operando abaixo da sua capacidade para cumprir as novas exigências sanitárias em tempo de pandemia”, afirma Iglesias.

A ponta de agulha continuou em R$ 12,10 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,65 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

No atacado, os principais cortes bovinos seguem com preços estáveis.  O escoamento da carne se mostrou lento, reflexo da chegada da segunda quinzena do mês, período de menor poder aquisitivo da população. “A oferta de carne parece ter se ajustado ao consumo ainda enfraquecido do mercado doméstico, deixando os preços acomodados”, relata a IHS, acrescentando que as altas nos preços de proteínas concorrentes, principalmente suína, também têm dado suporte para os patamares firmes da carne bovina.

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