Brasil exportará 200 mil toneladas de carne bovina

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O governo russo anunciou que abrirá uma cota de 300 mil toneladas de carne (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) com tarifa zero de importação.

A Rússia anunciou informou hoje (17/11) ao governo brasileiro que abrirá uma cota de 300 mil toneladas para importações de carnes com tarifa zero, sendo 200 mil toneladas para carne bovina e 100 mil para suína. A informação foi transmitida à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que cumpre agenda em Moscou.

A medida valerá por seis meses. Hoje, a tarifa de importação para até 530 mil toneladas é de 15%. Ainda segundo a nota do Ministério da Agricultura, o Ministro do Desenvolvimento Econômico da Rússia, Maksim Reshetnikov, assegurou a manutenção do fornecimento ao Brasil de fertilizantes de potássio e fosfato. A intenção, inclusive, seria aumentar o volume de exportações para a próxima safra.

A ministra reuniu-se com o chefe do Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Sergey Dankvert. Ele garantiu que representantes do país farão ainda no primeiro trimestre de 2022 uma visita de inspeção ao Brasil para habilitar novos frigoríficos para exportações ao mercado russo.

“Tivemos aqui a garantia, tanto do governo russo quanto das empresas de fertilizantes, de que nós não teremos problemas com a entrega de fertilizantes, tanto de potássio quanto dos fosfatos”, anunciou a ministra.

Diplomata chinês prevê volta das importações

O ministro da embaixada da China no Brasil, Qu Yuhui, contou à Jovem Pan que tem expectativas de que, até o fim de janeiro de 2022, o país asiático volte às compras da carne bovina brasileira, paralisadas há pelos menos dois meses.

“O Ano Novo chinês só vai chegar no final de janeiro. Eu espero que, até lá, a gente vai conseguir resolver essa questão. Aliás, queria aproveitar e agradecer os colegas do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) do Brasil, que têm mostrado muita disposição e sinceridade excepcional para trabalhar com nossos colegas lá na China. Mas, como eu falei, a Organização Mundial de Saúde tem seu critério, a China tem o seu próprio critério e o Brasil tem o seu critério. E, alias, o Brasil também está tentando atualizar algumas das suas legislações e práticas para compatibilizá-las com as regras internacionais. Acho que tudo isso vai ajudar, e claro, nós estamos correndo contra o tempo para que esse impasse seja solucionado com uma maior brevidade”, destacou Yuhui.

Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que tem mantido negociações com as autoridades chinesas e oferecido, com celeridade, as informações solicitadas. No entanto, salientou que ainda não há data de retorno para as exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático. No acumulado deste ano, 56% de toda carne bovina do Brasil foi exportada para a China. 

Os embarques de carne para a China foram suspensos depois da identificação de dois casos atípicos do mal da vaca louca no rebanho brasileiro. Após testes, a Organização Mundial de Saúde Animal confirmou que se tratavam de casos atípicos, sem risco de contaminação do rebanho ou contaminação a partir do consumo de carne.

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