“Briga” no mercado deixa arroba acima de R$ 321, veja

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Foto Divulgação

Os avanços no mercado nos preços da arroba parecem ter atingido o limite; A disputa entre pecuarista e indústria segue grande e os preços devem estabilizar!

O mercado físico de boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira, 11, com os preços subindo em torno de R$ 2,00/@ a depender da praça avaliada. Porém, de acordo com as avaliações atuais do mercado, o ambiente de negócios sugere estabilidade pela acomodação dos preços no curto prazo.

O aumento da oferta de bovinos confinados e o consequente aumento das escalas de abate, permitiram aos frigoríficos paulistas a manutenção dos preços na comparação diária para os animais com destino ao mercado interno. Já nas exportações, os preços voltaram a ter nova valorização e fecharam o dia com viés de alta!

Os frigoríficos continuam com as escalas confortáveis, porém com redução de 9 para 8 dias na média nacional, frente a semana passada. Segundo a Scot Consultoria, o boi, vaca e novilhas gordos estão sendo negociados, respectivamente, em R$317,00/@, R$293,00/@ e R$312,00/@, preços brutos e a prazo.

O bom desempenho da exportação de carne tem dado sustentação de preço para bovinos destinados ao mercado chinês. A oferta de compra está firme em R$320,00/@ a R$ 325,00/@, preço bruto e à vista. O mercado paga até R$ 10,00/@ a mais para garantir os embarques e cumprir seus contratos.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 317,94/@, na quarta-feira (11/08), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 297,54/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 311,46/@.

O Indicador do Cepea apresentou grande valorização no fechamento de ontem, os valores sofreram uma valorização de 2,23% e saltou de R$ 316,45/@ para o patamar de R$ 318,65/@. O indicador parece ter se estabilizado, seguindo a mesma tendência das demais consultorias!

Na avaliação da IHS Markit, os frigoríficos do País observam as suas escalas de abate atentamente, visando evitar compras concentradas em curto período – essa estratégia, diz a consultoria, buscar frear a atual especulação altista em torno da arroba bovina e, assim, preservar as margens operacionais, já bastante prejudicadas pelo avanço nos custos da matéria-prima.

Do lado de dentro das porteiras, os produtores, sobretudo os confinadores, resistem negociar os seus lotes de animais terminados a preços abaixo dos valores de referência, também alegando encarecimento nos custos de produção, sobretudo depois das adversidades climáticas (onda de frio intenso e geadas) registradas em muitas lavouras de milho (safra de inverno) do Centro-Sul do País.

Exportações recorde

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado alcançou 57,7 mil de toneladas, com uma média diária de 11,5 mil toneladas/dia, avanço de 48% em relação à média de agosto/20 e 53% superior à média diária do julho/21.

Mercado Futuro

Na B3, os contratos futuros do boi gordo tiveram um dia de valorização das cotações, porém, o mercado reage e aponta para valorização nos preços alcançando R$ 330 por arroba em novembro. O vencimento para agosto passou de R$ 317,15 para R$ 318,50, do outubro foi de R$ 323,60 para R$ 323,75 e do novembro foi de R$ 329,00 para R$ 330,00 por arroba.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318,00 na modalidade à prazo, ante R$ 317 na segunda-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, estável.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 314, ante R$ 313.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 308, estável.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 314 a arroba, ante R$ 313.

Atacado

Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo.

“O consumidor médio ainda encontra dificuldades para absorver novos reajustes da carne bovina no atacado, buscando proteínas mais acessíveis. Asso, a carne de frango segue com a preferência da população brasileira, consequência da atual situação macroeconômica”, apontou Iglesias.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 17,00 por quilo. O quarto traseiro teve preço de R$ 21,25 por quilo, estável. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo, estável.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,46%, sendo negociado a R$ 5,22 para venda e a R$ 5,21 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1 e a máxima de R$ 5,2.

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