Cadê o boi? Arroba bate R$ 230 com “apagão” de animais

Cadê o boi? Arroba bate R$ 230 com “apagão” de animais

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Cadê o boi? Mercado já sente “apagão” de animais prontos; Arroba sobe e volta girar acima de R$ 225 em São Paulo, praça de referência.

Nesta quarta-feira, 29 de julho, os preços do boi gordo e da vaca gorda subiram em algumas praças pecuárias do País, com destaque para os fortes avanços registrados nas regiões de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

“Algumas negociações em patamares além dos R$ 225/@ começam a aparecer nas praças paulistas, o que aumenta as expectativas para retomada dos R$ 230/@ vistos no final do ano passado”, prevê a consultoria Agrifatto. No levantamento da IHS Markit, a arroba paulista subiu para R$ 227, a prazo, nesta terça-feira, representando uma elevação diária de 4/@ frente o preço máximo observado na terça-feira (28/7).

Na Agrobrazil

No app da Agrobrazil a média para a praça de São Paulo, fechou ontem cotada a R$ 228,54, com valor variando de R$ 222,00 à R$ 230,00/@. Já o Cepea fechou o indicador do Boi gordo cotado à R$ 226,60/@.

Novos negócios para o Boi China estão sendo efetivados no patamar de R$ 230,00/@ nas praças paulistas, conforme divulgou o aplicativo da Agrobrazil. Na localidade de Sales/SP e Sud Mennucci/SP, o valor negociado para o animal com padrão exportação está em R$ 230,00/@, à vista e com data para o abate entre 03 e 04 de agosto.

Os participantes do aplicativo informaram novos patamares de preços em Frutal/MG de R$ 225,00/@, à vista e com data para o abate em 29 de julho. Já em Urucuia/MG, o boi China foi comercializado a R$ 230,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e abate de 03 de agosto.

Já a Consultoria Agrifatto reportou que finalizou a safra de boi de pasto e também tem falta boiada de cocho, ou seja, os preços devem continuar caminhando com firmeza. “Os preços do boi gordo avançam pelo interior do país com oferta de gado restrita, negócios acima de R$ 215,00 já são vistos no centro-oeste brasileiro”, ressaltou.

“A grande verdade é que acabou o boi de pasto e também falta boiada de cocho. Neste cenário, os preços continuam caminhando com firmeza”, relata a Agrifatto.

Na bolsa de mercadorias B3, a barreira dos R$ 220/@ foi rompida na última semana. O contrato com vencimento em agosto encerrou a terça-feira em R$ 226,05/@. Por sua vez, o papel para entrega em outubro (um dos contratos mais negociados na bolsa) bateu R$ 223,75 na terça-feira.

Segundo informa a IHS Markit, em meio a dificuldade de adquirir novos lotes de boiada gorda, os frigoríficos de São Paulo, Rio Janeiro, Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul tiveram que elevar hoje os valores oferecidos para efetivação de novos negócios.

No mercado atacadista brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos ficaram estáveis nesta quarta-feira. A estabilidade das cotações se deve aos baixos estoques, associados à lentidão das vendas em um momento que os frigoríficos pagam valores mais elevados na matéria prima (boiadas).

“Dessa forma, mesmo com o consumo irregular de carne bovina no mercado interno, não parece haver espaço para ajustes negativos nos preços no curtíssimo prazo”, observa a IHS Markit. No entanto, novos movimentos podem ser registrados na próxima semana, com a entrada de massa salarial de parte da população consumidora na virada do mês.

Mercado futuro

No caso do mercado futuro, os preços do boi gordo terminaram o dia em campo misto na Bolsa Brasileira (B3). Os principais vencimentos finalizaram a sessão com perdas de 0,78% a 0,96%, apenas o Julho/20 terminou com um ganho de 0,18% e está cotado a R$ 223,95,00/@.

Já o vencimento Agosto/20 registrou uma baixa de 0,82% e está precificado a R$ 223,60/@, enquanto, o Setembro/20 teve uma desvalorização de 0,78% e foi negociado a R$ 222,00/@. O vencimento Outubro/20 está cotado a R$ 221,85/@ e teve uma queda de 0,96%.

No fechamento desta terça-feira (28), o indicador Cepea/B3 registrou uma valorização de 3,07% e está precificado a R$ 226,40/@, novo patamar recorde para o indicador em 2020. De acordo com as análises da Farm News, os preços do mercado físico seguem quebrando recorde e puxando o movimento de alta do mercado futuro do boi gordo.

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