Com 4 mil cabeças se torna referência e sustentabilidade

Com 4 mil cabeças se torna referência e sustentabilidade

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Fazenda inova ao substituir cana de açúcar pela pecuária; Empreendimento produz animais de alta qualidade, através de programas de melhoramento genético.

Um empreendimento na cidade de Jaqueira está inovando a economia da região ao substituir a monocultura da cana de açúcar pela criação de gado. Com 4.600 hectares, a Agropecuária Mata Sul investe na criação de quatro mil cabeças de gado e pretende dobrar esse número nos próximos anos.

A criação de gado de corte é associada à preservação ambiental, com uma área de conservação de 600 hectares, e manejo racional que permite também a produção de madeira, através do plantio de árvores de espécies exóticas, como mogno e eucalipto. O turismo rural também é uma das atividades previstas no projeto.

Os animais, das raças Angus e Nelore, são criados em sistema rotacionado, onde passam o mínimo de tempo possível em cada cercado, permitindo o melhor manejo do capim e aumentando a produtividade. Nesse sistema, os animais ficam três dias em cercados de 2,5 a sete hectares e depois passam para outro bloco. O rebanho só volta ao cercado inicial depois de 30 dias, respeitando o ciclo de crescimento do capim. A plantação consorciada de árvores cria áreas com sombras e aumenta o conforto para os animais.

“Hoje abatemos cerca de 100 animais por mês, mas pretendemos dobrar esse número até 2021. Investimos no ciclo completo de criação do gado bovino de corte, com melhoramento genético constante. E a produção é toda vendida em Pernambuco. Acho que a criação de gado é uma alternativa econômica para as terras de usinas”, diz o técnico em agropecuária Josimar Barboza.

A Agropecuária Mata Sul adota o Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PAINT Nelore, que permite o melhoramento genético do gado de corte e a criação de animais de qualidade superior. Os animais também contam com o Certificado Especial de Identificação e Produção (CEIP), emitido pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O período de reprodução, com um dos 11 touros reprodutores da fazenda, dura três messes. As fêmeas parem e passam inicialmente por um processo de inseminação artificial. Depois são soltas com os touros reprodutores. Nesse processo, as fêmeas que não ficaram prenhes pela inseminação artificial serão cobertas pelos touros.

“Quando as fêmeas dão cria, chega a nascer mais de 200 bezerros por mês. Os animais são vendidos na fase adulta quando atingem mais de 500 quilos”, explica Josimar Barboza. Segundo ele, a Agropecuária Mata Sul gera 65 empregos diretos.

Fazenda guarda reserva particular com espécies em extinção

Cerca de 2.500 hectares da área total da empresa são utilizados na criação de gado e 600 fazem parte da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Frei Caneca, que é contígua à RPPN Pedra D’Antas, localizada no município de Lagoa dos Gatos.

Juntas, as duas RPPNs formam o bloco de floresta com cerca de 1.400 hectares conhecido como Serra do Urubu, um importante remanescente de Mata Atlântica que é reconhecido nacional e internacionalmente como uma área prioritária para a conservação das aves e da biodiversidade.

O fragmento da Serra do Urubu abriga atualmente 285 espécies de aves, sendo 13 consideradas globalmente ameaçadas de extinção. Além disso, a Serra do Urubu abriga espécies ameaçadas de outros grupos, como mamíferos, anfíbios e plantas. Segundo os pesquisadores, é uma das área mais ricas da Floresta Atlântica do Nordeste.

A área fica sob a proteção da Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil – SAVE Brasil, que faz parte da BirdLife International, uma aliança global de organizações conservacionistas que tem um foco especial na conservação das aves e está presente em mais de 120 países. Um das atividades desenvolvidas no local é o monitoramento das aves.

Fonte: WSCOM

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