A área cultivada de sorgo deve alcançar 2,05 milhões de hectares, com aumento de 25,8% em relação ao ciclo anterior.
O sorgo vem registrando um dos maiores avanços entre as culturas de grãos no território brasileiro. De acordo com o mais recente levantamento da safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada deve alcançar 2,05 milhões de hectares, com aumento de 25,8% em relação ao ciclo anterior. A produção está estimada em 7,56 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 23,8%.
“O sorgo tem sido um bom exemplo de sucesso. Especialmente porque tolera melhor a falta de água, o que acaba sendo um diferencial para regiões onde a chuva nem sempre vem na hora certa. Culturas que se adaptam bem a realidades distintas de produção, como o sorgo, devem ganhar espaço porque permitem que o agricultor tenha mais tranquilidade para o planejamento da safra”, destaca Rafael Toscano, gerente técnico comercial da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, especializada em soluções sustentáveis e gestão integrada de ponta a ponta para grandes agricultores do Cerrado.
Se a resistência à seca ajuda a explicar o interesse dos produtores, a diversidade de usos destaca o potencial da cultura. O sorgo pode ser aproveitado na alimentação animal, produção de silagem, fabricação de etanol e em diferentes aplicações industriais, o que aumenta as oportunidades de mercado.
Segundo Toscano, o crescimento observado nos últimos anos está ligado tanto à maior demanda do mercado quanto às características da própria cultura, que ajudam o produtor a manter a produção mesmo em condições mais desafiadoras. “O sorgo ganha destaque porque entrega o que o agricultor mais precisa hoje, que é estabilidade.”
O especialista da ORÍGEO salienta que a tendência é de continuidade da expansão da cultura. “O crescimento projetado pela Conab mostra que o sorgo deixou de ser opção pontual e passou a integrar o planejamento de muitos produtores.”
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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