Comissões apresentam pesquisa sobre rastreabilidade de produtos vegetais

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Foto: Divulgação

Dos 1. 451 participantes, 41,89% disseram saber o que é rastreabilidade e 13,8% indicaram que realizam rastreabilidade na produção.

A pesquisa “Rastreabilidade de Produtos Vegetais – Desafios e Propostas” foi apresentada, na terça (20), em reunião conjunta das Comissões Nacionais de Fruticultura e de Hortaliças e Flores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A pesquisa faz parte de um projeto realizado pelas Comissões com o objetivo de promover a rastreabilidade ao longo das cadeias produtivas de frutas e hortaliças. O estudo foi realizado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com as Federações estaduais de agricultura e pecuária, com os Sindicatos Rurais e com instituições parceiras.

Dos 1. 451 participantes, 41,89% disseram saber o que é rastreabilidade e 13,8% indicaram que realizam rastreabilidade na produção. Destes, 74,1% apontaram que a adoção da rastreabilidade trouxe benefícios especialmente na gestão da propriedade. Cerca de 68,5% sinalizaram que não tiveram dificuldade para cumprir os procedimentos e registros exigidos pela normativa.

A rastreabilidade de vegetais frescos ao consumo humano é obrigatória, regulada pela Instrução Normativa Conjunta 02/2018, do Ministério da Agricultura e Anvisa, que define os procedimentos para a aplicação da rastreabilidade desses alimentos. Todos os elos da cadeia são responsáveis por assegurar o fluxo da informação, entre produtor e consumidor.

De acordo com o presidente da Comissão de Hortaliças e Flores, Manoel de Oliveira, a rastreabilidade surgiu como um diferencial e uma tendência de mercado. “Hoje, em muitos mercados é uma obrigatoriedade. Temos que trabalhar para a inclusão dos produtores neste cenário”, destaca.

O resultado da pesquisa vai contribuir para a definição de estratégias para o avanço da rastreabilidade de frutas e hortaliças. Durante a reunião, foram discutidas sugestões de ação para capacitação dos produtores e orientação quanto à norma da rastreabilidade.

“Temos que trabalhar para mostrar ao produtor que a rastreabilidade é uma ferramenta de gestão. Uma ferramenta que pode ser simples e praticável”, destacou a presidente da Comissão de Fruticultura, Ligia Carvalho.

Metodologia – A pesquisa foi composta por três formulários destinados à produtores, fornecedores de insumos ou de serviços à cadeia de hortifrútis, além de distribuidores. As perguntas foram direcionadas para mapear as situações vivenciadas, desafios e benefícios da rastreabilidade em cada um dos entes.

Foram coletadas 1.451 respostas de produtores de hortifrútis em 22 unidades da federação. A pesquisa levantou os desafios vivenciados no processo de adaptação, benefícios na produção e comercialização, a adequação à rastreabilidade e o motivo pelo qual não optar pela rastreabilidade.

O Senar disponibiliza a cartilha “Como implementar a rastreabilidade vegetal”. O material pode ser acessado gratuitamente na Estante Virtual da Coleção Senar e no aplicativo Estante Virtual Senar, disponível nas lojas Play Store e Apple Store. A CNA disponibiliza o sistema Agritrace , que permite ao produtor realizar a rastreabilidade e a rotulagem de produtos vegetais.

Fonte: CNA

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