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Raças originárias da Itália são as maiores de origem doméstica, de muita musculatura, boa facilidade de parto e fertilidade; venha conhecê-las

Muitas raças foram trazidas para o Brasil no último século, e essa dupla italiana não poderia ficar de fora. De origem italiana as raças Marchigiana e Chianina são animais de muita musculatura, com exemplares machos superando os 1.200kg e de pelagem branca e pigmentação preta, que facilita a adaptação ao clima tropical.

Há praticamente 55 anos no Brasil, a raça Marchigiana conta com um rebanho numeroso no país, os primeiros animais vieram para o país em 1965, dados foram obtidos através da Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana.

Foto: Beef Point

Raça Marchigiana

Originário da região de Marche na Itália, há registros dos primeiros rebanhos no século V, foi introduzido no país pelos povos bárbaros que os difundiram após a queda do Império Romano, em seguida pelas regiões próximas aonde a principal característica é o verão seco e quente e inverno úmido e frio.

Possui uma pelagem clara, fina e pelos medulados muito semelhante ao Nelore, mantendo estas características nos produtos cruzamentos. Outra característica é a sua pele preta, vascularizada(têm a predominância quanto ao aparecimento das veias) e oleosa, com grande capacidade de dissipação de calor e resistência aos ectoparasitas como carrapatos entre outros.

Foto: Beef Point

É extremamente rústica e precoce. Ganha rapidamente um bom peso com sensível diminuição da idade ao abate. Apresenta produtos de alto rendimento e boa qualidade de corte, com adequado acabamento de gordura de cobertura e permite o aproveitamento das fêmeas cruzadas também para engorda e abate, igualmente precoces.

Foto: Christiaan south africa

Raça Chianina

A raça Chianina pode ser a mais antiga da Itália e, com certeza, é a raça de maior porte do mundo. Sua origem italiana remonta ao vale de Chiana, na Toscana, por volta de 1.500 a.C., quando tribos asiáticas levaram um bovino cinza de grande porte, da Rumânia, cruzando-o com o gado avermelhado europeu, que tinha algum sangue africano (Zebu). Acredita-se que esta raça seja resultado da cruza entre Bos primigenius e Bos brachyceros. Sempre foi utilizada no trabalho, sendo que na Roma antiga, era utilizada para conduzir luxuosas carruagens em dias de festa.

Foto: Christiaan south africa

No Brasil, sua introdução começou na década de 1950, no estado de São Paulo, com a importação de 8 exemplares. Devido à sua extraordinária capacidade de produção de carne, houve posteriormente, a aquisição de novos lotes, no período de 1964 a 1972, para os estados de São Paulo, Pernambuco e Bahia.

Hoje, a raça Chianina é uma das maiores raças bovinas do mundo, em tamanho e peso, pois os machos podem alcançar 1,80 m de altura e até 1300 kg de peso vivo, tendo recorde de peso para touro de 1.740 kg. É comum observar touros de apenas 1 ano com um peso acima de 350 kg.

Foto: Christiaan south africa

A partir de 1985, a associação de criadores na Itália iniciou teste de desempenho, no qual os tourinhos apresentavam média de ganho de peso de 1.770 gramas, com animais passando dos 2.000 gramas/dia. O rendimento de carcaça é da ordem de 64%.

Foto: Christiaan south africa

Cruzamento Industrial

Foto: Beef Point

Na busca da produção, pesquisas interessantes são desenvolvidas e novas tecnologias surgem para dar suporte a este processo de transformação que vai permitir aumentar os lucros operacionais da atividade e levarão a contínuos aumentos na produtividade e na qualidade dos produtos.

O cruzamento de raças taurinas com zebuínas faz com que se manifeste um sinergismo das características produtivas. Esse aumento de produtividade é traduzido em aumento da velocidade de ganho de peso, diminuição da idade dos animais ao abate, apresentando também um incremento de qualidade através da marmorização provocada pelas raças taurinas, conferindo maior sabor e maciez na carne, mantendo inalterada a capacidade do bovino nacional de adaptar-se às condições normais de alimentação e manejo habituais.

Foto: Beef Point

Nesse particular, a raça Marchigiana constitui uma opção ideal para os cruzamentos com os zebuínos, em especial o Nelore, em razão de suas características:

  • Possui pelagem clara, fina e de pelos medulados, em tudo semelhante ao Nelore, mantendo estas características nos produtos cruzados;
  • Tem pele preta, vascularizada e oleosa, com grande capacidade de dissipação de calor e resistência aos ectoparasitas;
  • É extremamente rústica e precoce;
  • Gera produtos de rápido ganho de peso, com sensível diminuição da idade ao abate;
  • Seus produtos apresentam alto rendimento e qualidade de cortes cárneos com adequado acabamento de gordura de cobertura;
  • Permite o aproveitamento das fêmeas cruzadas também para engorda e abate, igualmente precoces.

No sistema de monta natural, um reprodutor Marchigiana pode servir a 40 vacas, e em monta controlada, este número ultrapassa 100 matrizes. Os produtos meio-sangue nascem, em média com 35 Kg, de parições normais. O peso a desmama, em regime de pastagens é em média 240 Kg, e o peso ao abate de 18@ aos 24 meses.

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