COP31: OCB divulga documento com propostas para discussão da agenda climática

De acordo com a OCB, as propostas dão continuidade aos princípios defendidos pelo cooperativismo brasileiro na COP30, em Belém do Pará, no ano passado.

A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) divulgou nesta quarta-feira o “Manifesto do Coop para a COP31”, com propostas do cooperativismo brasileiro para a implementação da agenda climática global. No documento para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que será realizada de 9 a 20 de novembro na Turquia, a entidade apresenta propostas a partir de cinco vertentes principais: segurança alimentar, financiamento climático, transição energética, bioeconomia e mitigação de riscos climáticos.

De acordo com a OCB, as propostas dão continuidade aos princípios defendidos pelo cooperativismo brasileiro na COP30, em Belém do Pará, no ano passado. Ao mesmo tempo, a organização destaca a necessidade de disponibilização de crédito para que as soluções sustentáveis previamente discutidas ganhem adesão.

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“A próxima etapa das negociações internacionais exige justamente esse compromisso com a implementação, em sintonia com os princípios que orientam a Presidência da COP31: diálogo, consenso e ação”, destaca em nota a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.

Na agricultura, o manifesto defende o fortalecimento de práticas sustentáveis, a ampliação da assistência técnica e da pesquisa e o reconhecimento das particularidades dos sistemas produtivos tropicais. Na transição energética, a proposta é ampliar a participação das cooperativas na geração e distribuição de fontes renováveis, com melhores condições regulatórias e financeiras. Na bioeconomia e na economia circular, o manifesto destaca o potencial das cooperativas para agregar valor à biodiversidade, fortalecer a reciclagem e gerar trabalho e renda a partir do uso sustentável dos recursos naturais. No que se refere às mudanças climáticas, o documento defende investimentos em infraestrutura resiliente, fortalecimento dos seguros climáticos e maior participação das cooperativas na elaboração e execução de planos de adaptação.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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