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Depois de bater R$ 220, 85/@ o Indicador Cepea cai para R$ 216,45

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Foto Divulgação.

Boi gordo dá olé e volta a esboçar nova reação no preço da arroba. Quadro de escassez de boiada ajuda a conter movimento de baixa nas praças pecuárias!

Depois de subir 35% no acumulado de novembro e registrar seguidas baixas ao longo da primeira quinzena de dezembro, os preços internos do boi gordo começam novamente a ganhar alguma sustentação. Nessa segunda-feira, 16 de dezembro, o Indicador Esalq/B3/Cepea fechou cotado a R$ 220,85/@ (valor à vista, em São Paulo), o que significou aumento diário de quase 2% sobre o valor de sexta-feira (R$ 216,65/@).

O Indicador, porém, ainda está longe do patamar histórico alcançado no final de novembro, de R$ 231,35/@. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em termos reais (descontando o efeito inflacionário), em novembro, a média mensal do Indicador do boi gordo ficou em R$ 201,16 (um recorde), o que representou valorização de 23% ao valor médio de outubro de 2019 e acréscimo de 31,6% sobre novembro de 2018 (em termos reais).

Nos dois últimos dias úteis, ou seja, considerando também a virada de preços entre a quinta-feira (12 de dezembro, valor de R$ 208.20/@) e a sexta-feira, o índice do Cepea avançou 11%.

Mercado suspeita de manipulação do preço do boi

O movimento voltou a levantar dúvidas entre vários participantes sobre as influências que o indicador tem sofrido dos que estão “vendidos” na B3, especialmente em dezembro, com poucos dias úteis pela frente para liquidação, além de outros.

“Tem muita gente que está jogando contra o mercado, porque precisa fazer virar o indicador”, informa um agente, que pediu anonimato para não se indispor já que negocia com toda a cadeia. Virar, neste caso, significa influenciar a cotação da Cepea, a ponto de estancar sua queda ou até elevá-la.

O indicador do físico do Cepea/Esalq, usado no mercado futuro, subiu na sexta 4,06%, fechando em R$ 216,65. Nesta segunda, avançou mais 1,94%, batendo nos R$ 220,85.

Outro ponto que causou espanto em um analista de mercado é que todas a máximas verificadas pela instituição, nas quatro praças paulistas pesquisadas, estiveram alinhadas em praticamente R$ 230,00.

O ponto é que esse preço destoa bastante da média de mercado, quando se fala de negócios fora dos grandes vendedores. Como diz a fonte ouvida pelo Money Times, o boi gordo em São Paulo dificilmente saiu acima de R$ 205,00.

Por sinal, vários reportes em diversos grupos e Apps também confirmam, além de referências de balcão como da Scot Consultoria e Agrifatto, ainda mais tímidas.

Baixa oferta de gado

Passado o movimento mais forte de correções de preços, a atual quadro de escassez de oferta de boiada ajuda a conter uma queda mais acentuada no valor da arroba.

Segundo análise da Agrifatto, na última semana, houve baixa liquidez no mercado físico do boi gordo, motivada principalmente pela saída de alguns grandes frigoríficos do mercado (período de recesso para as festas de fim de ano) e também pelo baixo interesse de venda por parte dos próprios pecuaristas que ainda têm lotes de boiadas prontas nas fazendas, após o acúmulo de quedas das cotações.

Compre Rural com informações do Money Times, Portal DBO e Cepea

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