Divisão de pastagem em 9 etapas, veja!

Divisão de pastagem em 9 etapas, veja!

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Foto divulgação.

A maior parte do rebanho no Brasil é mantida a pasto, mesmo assim ainda é grande a dificuldade para divisão de pastagens. Confira as dicas abaixo!

As pastagens no Brasil, são um grande diferencial para a pecuária nacional frente aos seus concorrentes, trazendo a possibilidade do aumento de produtividade por área. Entretanto, apensar da maior parte do rebanho ser mantida a pasto, muitos pecuaristas ainda tem dificuldades no manejo das pastagens e, principalmente, na divisão de pastagens. Por isso, trazemos aqui algumas dicas para ajudar no manejo, confira!

“Nós não conseguimos fazer manejo sem divisão de pasto”, resumiu o engenheiro agrônomo, pós-graduado em pastagens pela Esalq-USP e consultor do Circuito da Pecuária Wagner Pires no sétimo episódio da série “Pastagem de A a Z”.

Veja os principais pontos para fazer divisão de pasto na fazenda:

1 – Mapa: é o ponto de partida para dividir a fazenda em piquetes. Atualmente, ferramentas como Autocad ou Google Earth podem concluir a tarefa com relativa precisão;

2 – Distâncias: a água não pode estar em uma distância superior a 600 m do fundo do piquete. Se a distância for superior a esta, dois problemas principais se apresentam: sobra pasto no fundo e falta perto da água ou os animais têm de caminhar muito. “Não vamos deixar o gado caminhar”, o que pode levar à perda de peso, alertou Pires;

3 – Formato: dividir os pastos em retângulos ou quadrados, o mais abertos possível. Cantos fechados “geram insegurança no gado. […] Quanto mais quadrado for, melhor”, indicou.

4 – Não misturar gramíneas;

5 – Não ter níveis diferentes de fertilidade na fazenda;

6 – Reservar 10% a 20% para um pasto pulmão para os momentos de veranico. Neste caso, como é para emergências, este pasto pode até sofrer um pouco mais que os demais do rodízio regular para dar tempo até que as chuvas voltem e eles se recuperem;

7 – Preparar uma estratégia de suplementação para a entressafra ou, comercializar os animais mais pesados (como enviar para um boitel, por exemplo) para livrar a carga sobre as pastagens;

8 – Manter os piquetes arborizados. “Nas horas mais quentes do dia, o gado tem que ter um lugar sombreado de baixa temperatura para que ele possa descansar e ter boa ambiência. Se ele começa a ter estresse térmico, ele queima caloria, e é isso que nós não queremos”, disse o agrônomo.

9 – Entender que não precisa intensifica toda a fazenda de uma vez. O produtor que fizer pastejo contínuo deve entender que sua lotação deve ser menor porque os animais vão exigir mais do pasto em uma mesma área. A próxima etapa da intensificação seria o pastejo alternado, em que os animais podem mudar de piquetes lado a lado de dez em dez ou quinze dias. Depois disso, ele pode passar para o rotacionado partindo de, por exemplo, quatro piquetes, passando para seis, oito, e assim por diante. “É importante fazer a adequação do número de dias que nós queremos utilizar o pasto e queremos dar de descanso do rebanho”, avisou.

Com essas dicas em prática, o pecuarista poderá observar a melhora da qualidade do pasto, da engorda dos animais e, o melhor, maior lucro no final do ciclo. Quando ajustamos o manejo, reduzimos custo e aumentamos produção, por isso é preciso estar atento aos pastos e buscar sempre melhores soluções.

Compre Rural com informações do Giro do Boi

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