Dólar leva soja a onda de desvalorização

Dólar leva soja a onda de desvalorização

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resumo do mercado - boi soja e milho
Foto: Divulgação

Movimentação negativa da divisa norte-americana nesta semana faz soja recuar ao menor nível dos últimos dois meses; Dólar faz soja voltar a setembro/20.

Com o dólar estabilizado na casa dos R$ 5,13 e mais um recuo das cotações em Chicago, a soja brasileira experimentou forte queda nesta sexta-feira, tendo como referência de negócios os R$ 152,00/sc em Paranaguá. A perspectiva de chuvas para os próximos dias no Brasil continua a animar o sojicultor.

O preço da soja em Chicago voltou a recuar nessa sexta-feira, caindo 0,45% no comparativo diário, o contrato para janeiro/21 fechou o dia cotado a US$ 11,63/bu. Com os compradores retraídos a movimentação na bolsa norte-americana permaneceu pequena e justificou em parte essa queda das cotações da soja. Além disso, a melhora do clima na América do Sul continuou a pressionar negativamente o preço da oleaginosa nos EUA.

Boi gordo

A primeira semana de dezembro concretizou as baixas nas cotações no mercado spot de boi gordo, com isso, as programações de abate avançaram, alcançando 8,0 dias úteis na média nacional. Destaque para algumas indústrias no MS, onde as escalas atendem até o final o deste mês. Em São Paulo, as programações atendem os próximos 9,0 dias úteis.

Na B3, o ambiente também é de baixas, com os contratos futuros recebendo ajustes negativos. O dezembro/20, contrato mais negociado do dia, encerrou a R$ 259,50/@, baixa diária de 0,59% e queda semanal de 5,17%. Já o janeiro/21, desacelerou 0,65 antes a véspera e fechou a R$ 252,95/@

Milho

A cotação do milho em São Paulo completou uma semana com quedas diárias consecutivas. Desta vez, para encerrar a sexta-feira, o preço referência no estado paulista chegou aos R$ 75,00/sc.

A baixa liquidez impera no mercado de cereal, visto que os compradores se mantêm em boa parte do tempo ou sem realizar novas compras ou dando indicativos de preços abaixo da referência. Na B3, o contrato para março/21 recuou 3,77%, sendo negociado a R$ 70,77/sc.

Nos EUA, o dia também foi de pressão negativa sobre os contratos da CBOT, o vencimento para março/21 recuou 1,41%, estabelecendo-se em US$ 4,21/bu. A ausência da Chinas nas compras externas de milho norte-americano e o desempenho negativo do trigo na bolsa dos EUA foram as motivações encontradas pelo mercado para fechar em queda.

Fonte: Agrifatto

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