Teste em portos chineses ameaça dificultar exportações de carne; Autoridades estão impondo restrições aos produtos de origem animal com medo de uma segunda onda do COVID-19.
A decisão da China de testar carne importada para o novo coronavírus ameaça dificultar o comércio com o maior consumidor de carne suína do mundo, prejudicando criadores que se beneficiavam das crescentes exportações de carne de porco e bovina.
Autoridades portuárias do país asiático têm realizado testes de ácido nucleico em remessas de carne importada, mesmo depois que especialistas destacaram que os alimentos apresentam pouco risco de espalhar o vírus.
Inspetores testam containers com carne que chegam no porto de Tianjin, disse Darin Friedrichs, analista da INTL FCStone, em Xangai.
O departamento aduaneiro da China disse que havia testado 32.174 amostras de frutos do mar, carne, legumes e frutas importados, além de embalagens e câmaras frigoríficas, todos com resultados negativos para o coronavírus.
- Piloto voa em drone agrícola de R$ 300 mil e vídeo viraliza; conheça o DJI Agras T100
- Gesso agrícola: Quando utilizar? Veja as regras de ouro para não errar na lavoura
- Altura do cocho influencia a saúde do cavalo e pode prevenir cólicas e dores na coluna
- Café lidera alta de alimentos – mais de 40% – no Brasil e pressiona o consumidor, aponta Neogrid
- Frio ártico paralisa fazendas nos EUA, ameaça bezerros e pode reduzir oferta global de carne
Os testes foram realizados entre 11 e 17 de junho, e a alfândega não indicou se continuaria ou cessaria os testes.
A medida segue a identificação de um surto associado a uma tábua usada por um vendedor de salmão importado. Embora a Comissão Nacional de Saúde tenha dito que, por enquanto, não há evidências indicando que o salmão seja a origem ou o hospedeiro intermediário do vírus, o peixe foi retirado das prateleiras de supermercados e plataformas de produtos alimentícios nas principais cidades chinesas.
Fonte: Money Times