Fazenda pega fogo e prejuízo supera R$ 2 milhões, vídeos!

Fazenda pega fogo e prejuízo supera R$ 2 milhões, vídeos!

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Foto Divulgação.

Fogo começou depois de um curto circuito e queimou mais de mil hectares, além de fardos de algodão e um trator. Confira também os vídeos gravados pelos produtores!

O problema com as queimadas nas regiões produtoras do Centro-Oeste fez mais uma vítima, em Mato Grosso. No último sábado, 7, agricultores de Primavera do Leste viram parte de suas palhadas, fardos de algodão e até um trator simplesmente se transformarem em cinzas. O prejuízo pode passar dos R$ 2 milhões.

Segundo relato de um dos produtores atingidos, Canisio Froelich, o fogo teve origem em um curto circuito na rede elétrica de uma granja próxima.

Ao todo cinco propriedades foram afetadas e tiveram suas áreas com palhadas de milho consumidas e até fardos de algodão tomados pelo incêndio.

Na propriedade de Froelich, dos quatro mil hectares, o estrago consumiu 35 que estavam com palhada, esperando o momento de receber o algodão para a safra de verão.

O fogo também destruiu 254 rolos de 2.350 quilos de algodão colhido. O prejuízo pode passar facilmente dos R$ 1,6 milhões, estima.

“No momento a gente fica impotente, sem conseguir resolver o problema.Perdemos parte da produção, resultado de um ano inteiro de trabalho. Poderia ajudar a alimentar muitos direta ou indiretamente. Além disso, o estado também perde, pois na venda da produção geraria imposto”, comenta Froelich.

Além da área dele, o incêndio se espalhou pela a área dos vizinhos que, somados, podem chegar a mil hectares. Até um trator que estava parado foi consumido pelas chamas.

“As áreas que ficam na beira de rodovias e próximas a reservas indígenas o problema é mais sério. É preciso ficar atento, pois qualquer descuido e o fogo destrói tudo”, diz Froelich.

Queimada atinge área de preservação em MT e deixa rastro de destruição em floresta e dezenas de animais mortos

Uma Área de Preservação Ambiental (APA) na cabeceira do Rio Cuiabá foi atingida por um incêndio florestal nesse sábado (7). O incêndio já queimou 100 hectares no Parque Sesc Serra Azul, na região de Nobres, a 151 km de Cuiabá, e 10 mil hectares de pastagem em áreas vizinhas.

O fogo destruiu áreas de pasto e de vegetação nativa, indo em direção ao Sesc Serra Azul. No início da manhã de quinta, equipes do Exército, com 22 militares, e da Sema, com dois agentes, reforçaram o efetivo de 14 bombeiros militares e dez brigadistas do Sesc no combate às chamas.

O fogo teve início no domingo (1º), numa área de proteção ambiental e acabou avançando.

As chamas se alastraram rapidamente e também atingiram uma área de pastagem. Por ser uma região de morros e muito acidentada, as equipes que fazem o combate por terra enfrentam dificuldades. Devido às condições do incêndio foi solicitado reforço, que chegou ao local na quinta-feira.

Como o Parque está sobre gerência do Sesc Pantanal, os brigadistas das unidades de Poconé e Barão de Melgaço também estão atuando no combate às chamas.

O Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) realizou um sobrevoo no início do dia de monitoramento da região a fim de dar continuidade às ações de combate e controle do incêndio florestal que atingem a área de proteção ambiental cabeceiras do Rio Cuiabá e propriedades circunvizinhas.

Durante o sobrevoo foi identificado que um dos focos do incêndio tinha a possibilidade de ultrapassar a estrada, mesmo depois de ter sido alargada.

Apesar da visibilidade estar baixa, devido ao acúmulo de fumaça, foi realizado combate aéreo conciliado com o terrestre para conter o incêndio.

Já no início da tarde, após a melhora da visibilidade, a tripulação do Grupo de Aviação Bombeiro Militar realizou mais um sobrevoo com o intuito de levantar informações para subsidiar a distribuições de equipes em solo e redefinição do planejamento a ser executado.

Após o voo, o comandante do GAvBM empregou as aeronaves de combate em conjunto com as equipes distribuídas em campo para combater uma frente que desceu a serra, atingiu uma grande área de pasto de propriedades rurais, oferecendo risco a animais e residências.

A resposta aérea junto com o trabalho de construção de aceiros contiveram a frente de incêndio principal, minimizando os impactos.

Foram utilizadas 2 aeronaves de combate, 3 veículos auto-rápido florestal, 1 caminhão-tanque para abastecimento de combustível de aeronave, 1 caminhão-pipa com 8 mil litros de água, 2 caminhões com tanque reboque com 3 mil litros, uma estrutura de piscina com capacidade para 15 mil litros de água, 22 militares do Exército e 2 agentes da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), além do apoio das fazendas circunvizinhas. Foram lançadas cerca de 40 mil litros de agentes extintor água.

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