Última semana de julho será marcada pelo avanço de uma nova frente fria, temporais no Sul, mudanças no Centro-Sul e calor persistente em parte do Norte e Nordeste; meteorologistas também acompanham a consolidação do El Niño
A última semana de julho promete mudanças importantes no tempo em grande parte do Brasil. A passagem de uma frente fria pelo Sul deve provocar temporais, ventos fortes e queda nas temperaturas, enquanto áreas do Sudeste e Centro-Oeste voltam a registrar instabilidades. Já no Norte e Nordeste, o calor continua predominando, embora pancadas isoladas de chuva ainda ocorram em diversos estados. As tendências seguem em linha com as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que também monitora a evolução do fenômeno El Niño.
Sul: semana começa com temporais
A Região Sul será a mais afetada pelas mudanças atmosféricas. A atuação de uma frente fria favorecerá chuvas volumosas, temporais, descargas elétricas e rajadas de vento, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Ao longo da semana, o sistema avança em direção ao Paraná e, na sequência, uma massa de ar mais frio reduz as temperaturas, principalmente entre quinta e sexta-feira. O tempo tende a firmar gradualmente, mas o frio volta a ganhar força nas madrugadas.
Sudeste: pancadas de chuva retornam, mas calor ainda aparece
No Sudeste, a aproximação da frente fria aumenta a nebulosidade e favorece pancadas de chuva, principalmente em São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Apesar da mudança no tempo, não há expectativa de frio intenso e prolongado. Entre uma chuva e outra, as temperaturas permanecem relativamente elevadas durante as tardes, principalmente no interior paulista, Triângulo Mineiro e norte de Minas Gerais.
Centro-Oeste: calor perde força temporariamente
O Centro-Oeste segue com predomínio de tempo quente, mas a frente fria consegue avançar até parte da região, provocando aumento da nebulosidade e chuvas isoladas, especialmente em Mato Grosso do Sul.
Em Mato Grosso e Goiás, o calor continua predominando, embora ocorram pancadas localizadas no fim da semana. A umidade relativa do ar ainda merece atenção nas áreas onde não chover.
Nordeste: chuva no litoral e interior quente
A faixa litorânea entre Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte continua com possibilidade de chuvas passageiras, impulsionadas pela umidade vinda do oceano.
No interior nordestino, o cenário permanece de tempo firme, baixa umidade e temperaturas elevadas durante as tardes, condição típica desta época do ano.
Norte: calor continua, mas pancadas seguem frequentes
Na Região Norte, Amazonas, Acre, Roraima e parte do Pará ainda registram pancadas de chuva, principalmente entre a tarde e a noite.
Mesmo com a chuva, o calor permanece intenso, mantendo elevados índices de sensação térmica em diversas localidades da região amazônica.
El Niño segue em formação e ganha força para o segundo semestre
Além da previsão de curto prazo, os meteorologistas acompanham a evolução do El Niño no Oceano Pacífico. Os modelos climáticos indicam que o fenômeno continua em processo de consolidação, com alta probabilidade de permanecer ativo durante o segundo semestre de 2026.
Segundo o Inmet, o trimestre julho-agosto-setembro apresenta tendência de chuvas acima da média em parte da Região Sul e volumes abaixo da média no centro-norte do Brasil. Também existe elevada probabilidade de temperaturas acima da média em boa parte do país, favorecendo ondas de calor e aumento do risco de incêndios florestais.
Para o agronegócio, a evolução do El Niño continuará sendo um dos principais fatores de atenção, especialmente para o planejamento do plantio da safra de verão, da pecuária e da disponibilidade hídrica nas principais regiões produtoras.
O que esperar de agosto?
As projeções climáticas indicam que agosto deverá começar com temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. O Sul ainda poderá receber novas frentes frias acompanhadas por episódios de chuva, enquanto o Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste tendem a enfrentar um período mais seco, com redução significativa da umidade do ar.
No Norte, as chuvas diminuem gradualmente conforme avança a estação seca, embora ainda ocorram precipitações em áreas da Amazônia. Já a persistência do El Niño pode reforçar o padrão de calor acima da média durante o mês, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte do Nordeste.
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