Genética permite criar gado que nasce sem chifre, veja!

Genética permite criar gado que nasce sem chifre, veja!

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Foto: Divulgação

Resultado do cruzamento entre as raças Holandesa e Angus, permitiu criar animais que nascem sem chifre. O objetivo é o maior bem-estar animal!

Sabe aquele trabalho de ter que realizar a mochação ou descorna dos animais do seu rebanho? Pois é, podem estar perto do fim. A ciência já conseguiu esse feitio, utilizando apenas a edição genética, veja!

O Gado sem chifre já é uma realidade nos Estados Unidos. Por meio de edição genética, cientistas da Universidade da Califórnia criaram bois que nascem sem chifres. O objetivo é evitar acidentes com os trabalhadores e deixar de machucar os animais na retirada dos ossos.

A mudança foi feita com o gado leiteiro da raça Holstein. Os animais “receberam” o gene de outra raça, a Angus, um dos únicos bovinos que já nascem sem chifres.

“A edição de genes é uma tecnologia que pode combinar os traços desejados de dois animais não relacionados, preservando a produção atual de gado leiteiro e eliminando chifres com métodos genéticos”, diz Alison Van Eenennaam, autora do estudo da UC Davis, do departamento de Ciência Animal, ao jornal The Telegraph.

A retirada dos chifres do gado é uma prática comum realizada para não machucar os trabalhadores e os próprios animais quando agrupados em espaços restritos, como veículos de carga.

A edição genética, no entanto, poderia ser a solução para o bem-estar dos animais, já que o processo de corte dos chifres é doloroso.

Segundo os cientistas, as mudanças genéticas feitas no gene do chifre não afetaram outras características naturais da raça ou nem mesmo o comportamento dos animais.

E de acordo com análise da FDA (agência reguladora norte-americana de alimentos e medicamentos), o gene introduzido nos animais foi incorporado de forma que os filhotes desses animais já nascem sem chifres.

Entretanto, ainda é cedo para comemorar os resultados. Os reguladores dos EUA ainda não decidiram se animais modificados geneticamente podem ser colocados na linha de produção de alimentos. Assim, os animais criados pela universidade só podem, por enquanto, ser usados para testes.

Mesmo assim, os cientistas da Califórnia querem expandir as pesquisas genéticas. O intuito é também projetar vacas que gerem apenas filhotes machos, que crescem mais rápido que fêmeas. Os pesquisadores ainda querem criar gado mais resistentes a pneumonia, o que reduziria o uso de antibióticos.

“Demonstramos que bezerros saudáveis e sem chifres, com apenas a edição pretendida, podem ser produzidos”, afirma Van Eenennaam.

Fonte: Época Negócios

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