Governo continua insultando produtores de leite

Governo continua insultando produtores de leite

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Foto: Divulgação

Governo quer “tapar buracos” articulando a criação de uma linha de crédito para investimento com recursos do BNDES para laticínios financiarem a estocagem do produto

Por Thiago Pereira

Depois da matéria publicada, onde falamos do insulto que o governo propôs com as medidas de prorrogação do prazo de pagamento das parcelas de custeio e investimento que já venceram ou ainda vão vencer em 2017 para produtores de leite, iniciamos a semana com inúmeras discussões sobre o tema. O artigo repercutiu bastante entre os produtores, parece que a matéria deixou bastante insatisfeito as “autoridades” competentes.

Diante dessa tal perturbação que causamos no que chamamos de “mar de enrolações”, onde a voz do produtor foi ouvida e a notícia real não pode ser editada pelas minorias no poder, o governo juntamente com seus aliados, não pode deixar de tentar dar uma resposta para terminar o ano de “consciência” tranquila.

O ministro da Agricultura Blairo Maggi, soltou mais um item do que ele chama de pacote de incentivo a cadeia produtiva do lácteos. Foi anunciado a criação de uma linha de crédito para investimento com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) laticínios financiarem a estocagem do produto. Essa linha de crédito visa armazenagem e refrigeração de produtos lácteos por laticínios a taxas de juros de 10,7% ao ano, com prazo de 12 anos para pagamento.

Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, “Estamos com bastante problemas no setor, diminuição do consumo interno, enxurrada de leite vindo de outros países, então o governo procurou atuar em todas as frentes”, afirmou.

Mais uma vez está claro o desespero do governo em tentar “tampar os buracos”, criados por eles mesmos quando simplesmente abriram as portas para que o Brasil fosse inundado por produto estrangeiro, enquanto o produtor brasileiro estava se especializando e tentando sobreviver ao mercado com margens quase que inexistente.

Deixaremos a seguinte reflexão

“se eu tenho galinhas em casa que produzem ovos para sustentar a minha família, por que eu iria comprar ovos no mercado ao lado?”

Diante desses fatos, meus amigos leitores e apoiadores do reconhecimento do valor que a produção de leite tem para o país, a situação é alarmante com tantas linhas de crédito e adiamento do pagamento de dívidas. O que o povo precisa é de reconhecimento com políticas que favoreça a sua manutenção na atividade e estímulos para consumo interno do produto. Não há garantia de um cenário diferente que vá possibilitar o pagamento de dívidas e muito menos de o que fazer com tanto leite estocado.

A bola de neve de problemas do setor lácteo que o governo e instituições deixaram de atuar nos últimos anos está só crescendo. Enquanto isso o produtor está atolado em dívidas, alguns desistindo da atividade e os laticínios e atacadistas nadam em rios de leite estocados.

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Zootecnista pela Universidade Federal de Viçosa

MBA em Gestão de Projetos pela UNIUBE, idealizador do projeto Tecnologia para o Agronegócio. Possui base técnica e experiência de campo em propriedades de corte e leite. Atua com foco no atendimento ao cliente, qualidade dos serviços prestados e no alcance de metas e melhores resultados para a sua empresa.
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