IBGE estima safra de 2022 em 277,1 milhões de toneladas

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Foto: Divulgação

Ainda segundo o IBGE, a safra agrícola de 2021 fechou com a produção de 253,2 milhões de toneladas, uma queda de 0,4% em relação a 2020.

A safra agrícola de 2022 deverá totalizar 277,1 milhões de toneladas, um salto de 9,4% em relação ao resultado de 2021, o equivalente a 23,9 milhões de toneladas a mais. Se confirmado, será uma safra recorde. Os dados são do terceiro e último Prognóstico da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao segundo prognóstico, referente a novembro, a projeção para a produção agrícola de grãos em 2022 foi ajustada ligeiramente para baixo, com queda de 0,3%. Houve revisões tanto nos prognósticos para a produção de soja quanto de milho.

Os produtores brasileiros deverão colher 70,9 milhões de hectares na safra agrícola de 2022, uma elevação de 3,5% em relação à área colhida em 2021.

2021

Ainda segundo o IBGE, a safra agrícola de 2021 fechou com a produção de 253,2 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 0,4% em relação a 2020.

A queda, que passou a ser estimada em meados do ano, por causa da estiagem e das geadas do inverno, frustrou a possibilidade de mais uma safra recorde. Ainda assim, a produção registrada em 2021 foi a segunda maior da série histórica do IBGE, iniciada em 1975. Ficou atrás apenas dos 254,1 milhões de toneladas de 2020.

A área colhida em 2021 foi de 68,6 milhões de hectares, alta de 4,8%, ou 3,1 milhões de hectares a mais, na comparação com 2020.

As produções de milho e cana são destaques na frustração da safra de 2021. A produção total de milho ficou em 87,8 milhões de toneladas, tombo de 15,0% ante 2020. A área plantada, de 19,7 milhões de hectares, foi 7,5% superior a do ano anterior. A segunda safra de milho, maior do País e, justamente, a mais atingida pela estiagem, foi de 62,1 milhões de toneladas, tombo de 18,9% ante 2020.

Já a cana-de-açúcar amargou uma queda de 10,1% na produção em 2021, com 609,3 milhões de toneladas. “A produtividade dos canaviais caiu 9,1% devido aos problemas climáticos enfrentados ao longo do ciclo da cultura. São Paulo, principal estado produtor, produziu quase metade cana nacional: 301,8 milhões de toneladas, mesmo com a queda de produtividade de 13,8% em seus canaviais comparado ao ano anterior”, diz a nota divulgada há pouco pelo IBGE.

No lado positivo, impedindo uma queda maior na produção da safra de 2021, os produtores de soja colheram 134,9 milhões de toneladas. Foi uma safra recorde de soja, 11,0% superior às de 2020, consolidando o Brasil como maior produtor mundial.

“O destaque de 2021 foi a recuperação da produção gaúcha, com crescimento de 80,8% frente a 2020, o que representou um incremento de 9,1 milhões de toneladas. No ano anterior (2020), as lavouras gaúchas foram acometidas por uma estiagem prolongada, que derrubou o rendimento médio e, consequentemente, a produção”, diz a nota do IBGE.

Fonte: Estadão Conteúdo

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