Inovação na agricultura: Drones já estão mapeando solos

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uso de drones para fazer mapeamento de solo
Foto: Divulgação

Uso de drones de mapeamento inovam com soluções personalizadas para cada solo; parceria gera alto valor agregado na otimização de processos agrícolas junto aos produtores rurais

Os avanços tecnológicos alcançaram os campos agrícolas e estão se difundindo entre os produtores rurais. Parte de uma evolução crescente na produção, os drones vêm se destacando nesse processo ao inovar o setor auxiliando nos ganhos de produtividade e redução dos custos operacionais. Pensando nisso, a Raízen, por meio do Cultivar, programa que visa suportar o crescimento do parceiro produtor de cana-de-açúcar, e do Pulse, hub de inovação da companhia, construiu uma parceria com a startup Horus Aeronaves para oferecer aos seus fornecedores de cana-de-açúcar serviços customizado de mapeamento com drones.

Criado em 2016, o Programa Cultivar reúne um grupo de cerca de 350 fornecedores, o que representa uma parte substancial do volume de cana adquirido pela Raízen, demanda que faz a companhia procurar cada vez mais métodos para incorporar no dia a dia desses parceiros, desde o incentivo a práticas de gestão e redução de custos ao aumento de produtividade.

Buscando uma atuação direcionada para mapeamento de oportunidades, novidades tecnológicas e otimização de processos, em linha com as demandas da Raízen e de seus parceiros, o Pulse apoia o Cultivar na busca por soluções que façam sentido para a realidade dos produtores parceiros.

Foi em uma dessas oportunidades que a Horus começou a trabalhar em conjunto com o Cultivar e parceiros com soluções para restituição de linhas e mapeamento de falhas de plantio. De Florianópolis, Santa Catarina, a Horus, especialista em imageamento de áreas por meio de drones, conta com cerca de 50 pilotos que fazem a coleta da imagem em campo, e extrai as informações para o compartilhamento com o produtor rural.

Presente no Pulse desde 2018, a empresa está apostando em uma frente de serviços junto à sua rede de operadores, e vem fechando contratos e obtendo números significativos junto aos produtores parceiros do Programa Cultivar. Apenas em 2019, os operadores da Horus mapearam 15 mil hectares. De janeiro de 2020 a janeiro deste ano, foram 109 fornecedores atendidos, somando 30.000 hectares distribuídos em São Paulo e Goiás.

Dessa parceria, um novo mercado de soluções com inteligência artificial está mostrando para o produtor os benefícios em quantificar sua produção. A percepção é de que a aplicação está otimizando as operações mecanizadas, aumentando a efetividade do trafego na lavoura, garantindo mais agilidade e reduzindo o pisoteio do canavial.

Com mais uma colaboração firmada, o objetivo do Pulse, que hoje conta com 38 startups associadas e possibilitou que mais de 70 projetos-pilotos fossem ou estejam sendo testados dentro da Raízen, é agir como fonte de ações inovadoras dentro e fora das operações da companhia, levando o que há de mais tecnológico para o setor.

“No Pulse atuamos como uma unidade de inteligência para testar e desenvolver novas tecnologias em campo. Além de fortalecer a posição de liderança da Raízen com o uso dessas tecnologias, melhorando processos e gerando qualidade produtiva, conseguimos oferecer escala para que as startups cresçam e aprimorem seus produtos levando suas soluções também para os produtores parceiros da cia”. afirma Ricardo Campo, coordenador de inovação da Raízen e gestor do Pulse.

uso de drones para fazer mapeamento de solo
Foto: Divulgação

Trabalho a quatro mãos

Sempre perseguindo a redução de custos e aumento de eficiência e produtividade, o Cultivar proporciona aos fornecedores de cana incentivo à gestão da operação e dos riscos com contato direto a diversas empresas parceiras do Programa, movimento que contribui diretamente para o fomento da cadeia e auxiliam na troca de conhecimento. Para isso, o programa busca soluções junto as startups que participam do Pulse e, quando encontra opções que se enquadram às necessidades dos produtores, desenha um projeto em conjunto com a startup e realiza pilotos com fornecedores, avaliando os resultados técnicos e as percepções deles, a fim de garantir que a solução atenda e gere valor para os fornecedores parceiros do programa.

O fluxograma para testagem das tecnologias é padrão, mas a Raízen entende que, às vezes, uma aplicação que é rotineira nos seus campos é algo inovador em áreas de fornecedores. A companhia, que tem 26 unidades de produção, conta com um time de Geotecnologia interno que opera uma frota de drones responsável pelo imageamento e por grande parte dos projetos da Raízen e do Cultivar, mas enxergou na Horus a possibilidade de aumentar a capilaridade de atendimento, levando assim a solução de drones a mais produtores.

Para que o serviço fosse efetivado, a startup adaptou seu modelo de negócio e passou a seguir a forma “Drone As a Service” DAAs (Drone como Serviço, na sigla em inglês), hospedagem de dados em nuvem que pode ser fornecido sob demanda independentemente da separação geográfica, movimento que conseguiu suprir uma demanda da Raízen de atender os produtores sem comprometer a equipe interna de operadores.

“Trocamos experiências e soluções para o desenvolvimento da cadeia produtiva em todo o processo. A evolução da tecnologia e o número de contratações por parte dos fornecedores de cana mostra que a percepção de que a inovação pode ser uma grande aliada está cada vez mais consolidada. Nós procuramos incentivar isso com diálogo, troca de experiências, difusão de tecnologia de ponta e qualidade nas operações”, garante Ricardo Berni, diretor de Negócios Agrícolas da Raízen.

No desenho do fluxo de atendimento para o fornecedor, o time de suprimentos da Raízen é responsável pela negociação das condições comerciais. O objetivo é definir condições que sejam atrativas tanto para o fornecedor, que procura qualidade e um valor justo pelo serviço a ser contratado, como assegurar que a startup tenha rentabilidade ao desenvolver uma solução que se adequa à realidade do produtor. Com a parceria, o fornecedor tem acesso a uma tecnologia desenhada para seu modelo de produção e a startup ganha em escala e capilaridade. Por consequência, a Raízen é beneficiada com uma produção maior e mais qualitativa de cana e produtor parceiro passa a se beneficiar por uma nova tecnologia validada pela Raízen.

“Quando se fala em startup, temos uma realidade diferente de uma multinacional. Nesse quesito, ter um facilitador contribui para estar próximo à empresa porque muitas vezes não conseguimos visualizar as oportunidades”, pontua Lucas Bastos, diretor de Operações da Horus. “Ao integrar uma rede de colaboração, comprovamos que a tecnologia que desenvolvemos gera economia de insumo e assumimos uma posição vantajosa, combinado a garantia de que os produtores parceiros da Raízen receberão o serviço contratado com uma qualidade técnica certificada”, conclui.

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