Internet na fazenda por R$ 20 por hectare ao ano, veja!

Internet na fazenda por R$ 20 por hectare ao ano, veja!

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(Foto: Divulgação / Trimble)

Iniciativa inédita, Campo Conectado traz investimentos em infraestrutura de telecomunicações para agricultura 5.0; Claro e John Deere lançam plataforma para levar internet a 15 milhões de hectares!

A agricultura 5.0 chegar ao campo em 2021 com máquinas agrícolas capazes de gerar e analisar dados em tempo real. É o que prometem a operadora Claro e a John Deere, que lançaram nesta quarta-feira (16/12), o sistema Campo Conectado. O projeto pretende conectar 15 milhões de hectares em propriedades rurais do Brasil no próximo ano.

“Este é um divisor de águas no campo da conectividade e digitalização do agronegócio brasileiro. Essa jornada da agricultura de precisão não começou agora, mas tudo só funciona em tempo real se tiver sinal de internet. Hoje, vamos mudar de patamar, mostrar que o agro pode ser digitalizado e muito rapidamente ”, disse o presidente da John Deere Brasil, Paulo Herrmann.

A Claro entrou na parceria com a missão de ampliar os 85 milhões de hectares em zonas rurais que já atende atualmente em todo o país por meio da rede 4G, além da tecnologia que permite maior expansão de sinal por antena. A operadora instalará torres para conectividade no campo onde houver demanda nas áreas agrícolas – cada uma, segundo a Claro, tem um alcance para conectar até 60 mil hectares.

O produtor rural não terá custos para a implantação do sistema na sua propriedade. A contratação do serviço custará R $ 20 por hectare ao ano. Para usar uma internet, basta ter um modem específico instalado nas máquinas, independentemente da marca.

“Os produtores são ávidos por tecnologia e a pandemia acelerou isso. Com essa parceria veremos uma aceleração no uso de tecnologia e uma mudança na forma de negócios no campo. Em menos de cinco anos a agricultura brasileira passará por grande transformação”, afirmou Bonato.

A contratação do serviço custará R $ 20 por hectare ao ano. Para usar uma internet, basta ter um modem específico instalado nas máquinas, independentemente da marca.

Desde 2015, a montadora dispõe de máquinas saindo de fábrica com modens para uma conectividade rural, embora nem todas façam isso em tempo real pela dificuldade de acesso à rede de internet. Hoje, já existem cerca de 20 mil que podem ser conectadas imediatamente.

“Onde existir uma demanda em área agrícola e para economicamente viável para a instalação dessa antena, será implantada”, ressalta Rodrigo Bonato, diretor de marketing de produto para a América Latina da John Deere.

Segundo ele, além dos benefícios relacionados à tomada de decisão por parte do produtor em tempo real, seja no plantio ou na colheita, evitando perdas e redução de produtividade, o novo sistema também irá desbloquear outros pontos para o agronegócio brasileiro, revolucionando o sistema de acesso ao crédito rural e seguro rural.

“Com esses dados, é possível fazer uma análise de crédito mais detalhada e aperfeiçoada para a necessidade de cada produção, revolucionando, também, o seguro rural. Hoje, se o produtor liberar esses dados para a seguradora, como o momento em que plantou, com detalhamento das condições climáticas, os prêmios podem ser reduzidos em comparação aos que são pagos hoje ”, explica o diretor.

A John Deere, que conta com quase 300 pontos de atendimento em todo o país, pretende deduzir a capilaridade de sua rede de concessionária para identificar uma demanda para o sistema Campo Conectado. 

“A John Deere entra com esse conhecimento de mercado e relacionamento com os clientes para que essa tecnologia seja implantada”, diz Bonato.

Soluções

A contratação do serviço será feira via SOL, empresa terceirizada que fará a operacionalização do processo. “Entramos em uma nova etapa de revolução digital que deve promover um crescimento sustentável e exponencial, abrindo novas possibilidades para o Brasil”, destacou José Antônio Félix, presidente da América Móvel do Brasil, controladora da Claro e da Net.

Félix ressalta que a conectividade das máquinas no campo no momento em que realizam suas operações permitirá a gestão dos recursos em tempo real, conforme as condições agrometeorológicas durante os processos e da qualidade do solo, evapotranspiração, uso racional de insumos agrícolas e, com isso, incrementar a produtividade e a sustentabilidade ambiental da produção.

“Além disso, temos outro ponto que é o da segurança do alimento. Podemos adicionar valor monetário por essa rastreabilidade dos grãos brasileiros, além de garantir um segurança do alimento ao consumidor final ”, acrescentou Rodrigo Bonato.

A Claro irá utilizar uma frequência de 700 MHz, que permite maior alcance e cobertura por antena. Segundo Herrmann, apesar de uma frequência 450 mHz ter uma cobertura maior por antena, falta um ecossistema estrutural robusto e, nos casos em que existe, torna-se economicamente inviável.

O sistema Campo Conectado também está apto para usar a rede 5G – quando disponível – e soluções IoT (Internet of Things), que permite conectar, de forma segura, dispositivos e sensores aos sistemas de informação.

A Claro também ofertará, pelo sistema, um NOC (Network Operations Center) central exclusivamente para gerenciamento de clientes do agro durante 24 horas permanentes, para soluções de problemas.

“O Campo Conectado tem soluções que vão muito além da conectividade. O NOC é uma área de gestão da rede em tempo real, onde é monitorado cada centímetro de fibra ótica no Brasil, a quantidade e qualidade da energia que está chegando e fazendo correções necessárias quando necessário na rede em tempo real ”, explicou Eduardo Polidoro , diretor IoT e M2M da Claro.

Compre Rural informações do Globo Rural e Estadão Conteúdo

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