Javalis poderão ser abatidos mais rapidamente, entenda!

Javalis poderão ser abatidos mais rapidamente, entenda!

PARTILHAR
javali
Foto Divulgação

Governo de São Paulo facilita regras para caça dos animais, considerados praga para lavouras e que causam grande prejuízos no estado. Veja!

Considerados uma “praga” para as lavouras do interior de São Paulo, os javalis e javaporcos poderão ser alvos de abate mais acelerado no campo.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (29) pelo estado em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), durante visita do governador João Doria (PSDB) à Agrishow (Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação).

De acordo com o anúncio, o abate seguirá normas federais de controle, com desburocratização das normas e de forma integrada com o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

A gestão Doria passou a declarar o javali um animal de “peculiar interesse”, o que faz com que mude substancialmente o combate, conforme o governador.

“Ele passa a ser considerado um animal invasor, com legislação e regulação específica, para que ele possa ser caçado, possa ser controlado, possa ser abatido”, disse o secretário da Agricultura de São Paulo, Gustavo Diniz Junqueira.



Agora, para que o animal seja caçado, bastará ao interessado se cadastrar no site do Ibama, que terá sistema utilizado também pelo governo do estado. Uma vez registrado o interesse, o produtor rural estará oficialmente pronto para controlar a população de javalis.

Agora, para que o animal seja caçado, bastará ao interessado se cadastrar no site do Ibama

Os javalis podem pesar mais de 170 quilos e têm potencial de destruir uma lavoura inteira. A Faesp (Federação da Agricultura e do Estado de São Paulo) já identificou javaporcos —fruto do cruzamento de javali e porco— e javalis em ao menos 500 dos 645 municípios paulistas. 

“O que havia no governo anterior era uma confusão dentro do sistema. Ele fazia com que o controle não acontecesse, era muito difícil para os proprietários rurais, para os caçadores de fato se credenciarem para fazer o combate”, disse o secretário.

No ano passado, o ex-governador Márcio França (PSB) sancionou, em junho, uma lei que proibia o abate de animais em São Paulo, medida que desagradou produtores —temiam o avanço de pragas em lavouras paulistas.

Por não ser natural do Brasil, o javali não tem predadores e tem sido visto, segundo produtores rurais ouvidos pela Folha, em locais como áreas de proteção e nascentes. Uma das regiões com mais relatos é a de Barretos, em municípios como Bebedouro e Monte Azul Paulista.

Apesar das queixas, o projeto foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa. Mas, depois de se reunir com representantes da Faesp e da SRB (Sociedade Rural Brasileira), França recuou e, em agosto, o governo publicou resolução que autorizava a caça de javalis “em todas as suas formas, linhagens, raças e diferentes graus de cruzamento com o porco”, desde que tivesse a supervisão do estado.

Com isso, a caça seguiu proibida, mas o produtor afetado podia fazer o controle populacional com autorização a ser dada em até 30 dias. Ou seja, se os javalis aparecessem na lavoura, seria preciso esperar até um mês para o controle, o que gerou novas queixas de produtores rurais.

Leia também:

Junqueira afirmou que agora o combate passa a ser controlado pelo sistema do Ibama, a partir de uma instrução normativa assinada pelo ministro Ricardo Salles.

“É uma simplificação do processo. Adere-se ao sistema nacional, se cadastra, para que possa abater o animal e nós tenhamos o controle da forma que está sendo feita, sem nenhuma violência, uma coisa mais tranquila, de maneira que possa ser feito o controle sanitário e de nossas propriedades”, disse o secretário Marcos Penido, da Infraestrutura e Meio Ambiente.

O javali é considerado um veículo transmissor de doenças, não só de doenças humanas, mas também de outras que afetam a pecuária.

Fonte: Folha de S. Paulo

Todo o conteúdo áudio visual do CompreRural está protegido pela legislação brasileira sobre direito autoral, sua reprodução é permitida desde que citado a fonte e com aviso prévio através do e-mail jornalismo@comprerural.com