JBS fecha unidade por tempo indeterminado

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A unidade tem capacidade de abater entre 400 a 600 animais por dia e empregava mais de 200 pessoas. Justificativa é a falta de animais para abate!

O frigorífico da JBS em Coxim (MS) dispensou funcionários e paralisou as operações por tempo indeterminado. O fechamento ocorreu na última sexta-feira e deixou pelo menos 400 pessoas sem emprego, sendo mais de 200 somente que atuavam diretamente na planta.

A unidade tem capacidade de abater entre 400 a 600 animais por dia e empregava mais de 200 pessoas. Justificativa para o fechamento da unidade é a falta de animais para abate. Apesar de ser um estado com um rebanho grande, a lacuna na oferta de animais é reflexo da retenção de fêmeas e, claro, do preço dos insumos aliado a momento do ciclo pecuário vivido no país.

A medida foi confirmada pelo secretáro de produção Jaime Verruck que destacou que apesar das tentativas do Governo a planta foi fechada. A alegação seria a falta de animais prontos para o abate na região.

Em nota a JBS confirmou a suspensão das atividades na unidade em função da necessidade de adequação do nível de estoques às condições do mercado. 

Ociosidade de frigoríficos está alta em MT

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem à tarde, que, com o baixo volume de negócios realizados, o boi gordo à vista registrou aumento de 0,50%, ante a semana passada, e ficou na última sexta-feira cotado na média de R$ 304,25/@

O preço da vaca gorda à vista também demonstrou avanço de 0,53% no comparativo semanal e ficou cotado a R$ 293,37/@. O IMEA aponta também que, com a maior valorização no preço da arroba do boi gordo ante a cotação do bezerro de ano, a relação de troca boi/bezerro ficou em 1,64 cabeça/cabeça.

Ainda no boletim, o instituto informa que, devido ao aumento de 10,67% no abate de bovinos mês passado, a utilização frigorífica total apresentou variação positiva de 2,65 pontos percentuais no comparativo mensal e encerrou o indicador na média de 47,44% para Mato Grosso.

No mesmo sentido, a utilização real e a operação também apresentaram incrementos de 6,77 pontos percentuais e 10,98 pontos percentuais, respectivamente, no mesmo período.

“Vale ressaltar que este cenário pontual de melhora na oferta foi puxado pelas negociações mais volumosas de animais entre produtor e indústria, devido ao final do período das águas. No entanto, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o resultado ainda não é satisfatório para os frigoríficos, uma vez que a utilização real foi de 72,19% -a menor da série histórica do IMEA (com início em 2010). Por fim, é esperado que no curto prazo este cenário se inverta devido à entressafra e isso impacte na ociosidade industrial”, conclui o instituto. 

Com informações do Só Notícias/MT e do JP News

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