Os indígenas e demais pessoas que lá sejam encontrados tem o prazo para a desocupação voluntária de dez dias, determinou a 2ª Vara Federal da Comarca de Umuarama, no Paraná, que decidiu pela reintegração de posse da Fazenda Brilhante, em Terra Roxa
A insegurança jurídica que foi criada pelo debate sobre o Marco Temporal entre STF e Poder Legislativo, trouxe novas invasões de propriedades rurais por povos indígenas, com destaque na Região Oeste do Paraná. As imagens em vídeos e fotos foram fornecidas pelo Sindicato Rural de Terra Roxa. O juiz da 2ª Vara Federal, em Umuarama/PR, João Paulo Nery dos Passos Martins, concedeu reintegração de posse da Fazenda Brilhante (Terra Roxa/PR), na manhã desta sexta-feira, 19. Justiça manda invasores deixar fazenda invadida.
Sendo assim, com a decisão da 2ª Vara Federal da Comarca de Umuarama, pela reintegração de posse da Fazenda Brilhante, os indígenas e demais pessoas que lá sejam encontrados tem o prazo para a desocupação voluntária de dez dias. O juiz destaca na decisão que “sempre houve manejo de terra e atividade agrícola” na fazenda.
Fica autorizado ao Oficial de Justiça requisitar o apoio da Polícia Federal e/ou da CTL da FUNAI para auxiliar na realização do ato.
O Poder Judiciário, para garantir a efetividade da decisão, e evitar o uso da força e assegurar a normalidade dos trabalhos de conciliação, determinou à Itaipu Binacional “que se abstenha de negociar a aquisição de imóvel objeto da da ação ou a destinação de quaisquer áreas a pessoa (diretamente ou por meio de seu grupo familiar) que seja identificada como ocupante do imóvel após o esgotamento do prazo para desocupação voluntária”.
Crise de Invasões de Terras no Paraná: Uma Situação de Tensão e Demandas por Ações Imediatas
A crise de invasões de terras na região Oeste do Paraná, especialmente em Terra Roxa e Guaíra, ganhou novos desdobramentos. Desde a invasão da Fazenda Brilhante, em 7 de julho de 2024, a situação tem se intensificado, com várias propriedades sendo ocupadas por grupos que se identificam como indígenas. A resistência desses grupos em desocupar as áreas tem preocupado autoridades e produtores rurais.
Intervenção Judicial e Ações de Conciliação
Para garantir a efetividade das decisões judiciais e evitar o uso da força, o Poder Judiciário autorizou o Oficial de Justiça a requisitar o apoio da Polícia Federal e/ou da Coordenação Técnica Local (CTL) da FUNAI. A Itaipu Binacional foi instruída a “abster-se de negociar a aquisição de imóvel objeto da ação ou a destinação de quaisquer áreas a pessoa (diretamente ou por meio de seu grupo familiar) que seja identificada como ocupante do imóvel após o esgotamento do prazo para desocupação voluntária”.


Esforços de Mediação
A Itaipu Binacional, em maio deste ano, propôs junto à Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal um acordo para comprar áreas destinadas ao assentamento dos grupos indígenas avá-guarani de Guaíra e Terra Roxa. A proposta inclui a compra de 1,5 a 3 mil hectares para estabelecer novas aldeias, mas a empresa ressaltou que não tem poder para desapropriar terras, apenas adquirir de proprietários interessados em vender.
Tensões e Reclamações Locais
A situação de crise é acompanhada de perto pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, que trabalha para resolver a questão da maneira mais rápida possível. “O clima está tenso na região da fronteira”, afirmou o Secretário Hudson Leoncio Teixeira. Haverá uma triagem para confirmar se os invasores são realmente indígenas.
O Sindicato Rural de Terra Roxa tem sido uma central de gestão da crise, prestando atendimento aos produtores rurais e orientando-os juridicamente. O executivo do Sindicato, Osvair Mauro Frasson, criticou a falta de rigor na fiscalização por parte das autoridades e destacou que as invasões estão ocorrendo “mediante a proteção da Força Nacional do Brasil”, fazendo com que os proprietários rurais se sintam numa “terra sem lei”.

Apoio e Clamor por Ações Enérgicas
O Sistema FAEP/SENAR-PR expressou preocupações sobre a passividade dos governos estadual e federal, alertando para uma possível escalada de violência na região. “A passividade do poder público em controlar as invasões tem servido de incentivo para que novos grupos se formem”, afirmou o presidente interino Ágide Eduardo Meneguette. Ele pediu “ações imediatas dos governos estadual e federal para que a questão da invasão de terras no Paraná, principalmente na região Oeste, termine definitivamente”.
Incidentes e Reações
Imagens de incêndios nas propriedades invadidas, com a atuação do Corpo de Bombeiros, acrescentam tensão ao cenário. Além disso, esta semana, produtores rurais da região organizaram um protesto contra as invasões, conforme documentado pelo Sindicato de Terra Roxa.
A crise das invasões de terras no Oeste do Paraná revela um cenário de alta complexidade, onde a necessidade de intervenções efetivas e rápidas é essencial para evitar a escalada de conflitos e garantir a segurança e os direitos dos envolvidos.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Não é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
IBGE confirma crescimento de 3,4% da economia em 2024
O procedimento de revisão é um padrão do instituto, que incorpora novos dados de pesquisas setoriais do IBGE, podendo haver alteração no resultado ou não.
Continue Reading IBGE confirma crescimento de 3,4% da economia em 2024
Superávit comercial acumulado em 2026, até outubro, é de US$ 71,04 bilhões
O valor foi alcançado com exportações de US$ 321,88 bilhões e importações de US$ 250,84 bilhões e é 34,1% maior do que no mesmo período de 2025.
Continue Reading Superávit comercial acumulado em 2026, até outubro, é de US$ 71,04 bilhões
Setor vitivinícola manifesta preocupação com impactos do Imposto Seletivo sobre a produção nacional
A vitivinicultura brasileira já opera em um ambiente tributário complexo e desafiador. Nesse contexto, a criação de uma nova incidência sobre vinhos e espumantes acende um alerta.
Tornado causa danos à sede do Nucleovet, que mobiliza ajuda aos atingidos
Enquanto calcula prejuízos, entidade doa 700 quilos de ração e materiais de limpeza para famílias e animais atingidos em Chapecó.
Continue Reading Tornado causa danos à sede do Nucleovet, que mobiliza ajuda aos atingidos
Aos oito meses, porquinhos ainda mamam em vacas de fazenda em Minas Gerais
Três suínos da Fazenda Laranjo, em Itapecerica, desenvolveram o hábito de buscar leite diretamente nos bovinos, mesmo tendo a própria mãe.
Continue Reading Aos oito meses, porquinhos ainda mamam em vacas de fazenda em Minas Gerais
Escritório do USDA em Pequim eleva estimativa de importação chinesa de soja
São Paulo, 6 – O escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim elevou de cerca de 108 milhões para 110 milhões de toneladas sua projeção de importações chinesas de soja em 2026/27, alta de 1,8% ante o relatório anterior. A revisão ocorre apesar da expectativa de menor esmagamento e dos esforços…
Continue Reading Escritório do USDA em Pequim eleva estimativa de importação chinesa de soja





