Raça do chifre gigante está “invadindo” o Brasil, vídeo!

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A raça de origem norte-americana é de aptidão para produção de carne e rústica; Pecuaristas do Brasil estão crescendo na criação da raça Longhorn.

A Associação Nacional dos Criadores “Herd-Book Collares” (ANC) iniciou, em junho de 2020, o processo de registro genealógico e controle da raça norte-americana Texas Longhorn. A superintendente de registro da ANC, que tem sede em Pelotas (RS), Silvia Freitas, afirma que a raça já conta com entidade promocional, a Associação Brasileira de Criadores de Gado Texas Longhorn (ABRALHO), criada em agosto de 2020.

Texas Longhorn é uma raça de gado conhecida por seus chifres característicos, que podem se estender a mais de 1,8 m de ponta a ponta para touros e até 2,54 m de ponta a ponta para novilhos e vacas excepcionais. Conheça mais sobre a raça e sobre a criação no Brasil!

Características Zootécnicas

Aparência Geral – Bom comprimento com profundidade e espessuras moderadas. Parte superior do sacro ligeiramente mais alta que as paletas. Corpo harmonioso com pernas fortes. Os touros são mais musculosos que as vacas, exibindo desenvolvimento do pescoço na maturidade.

Cabeça – Demonstra masculinidade ou feminilidade de acordo com o sexo; largura moderada com comprimento pronunciado. Uma linha reta do topo da cabeça até o focinho. Com pigmentação em torno das orelhas, as quais variam de médias a pequenas, curtas e arredondadas, pigmentadas e encaixadas horizontalmente abaixo dos chifres ou levemente inclinadas para cima. Os olhos são simétricos e o focinho alinhado, com pigmentação, largo e também simétrico. Dentição completa e alinhada.

Pescoço – Delicado em vacas e musculoso em touros. Longo e com pouco couro solto.

Corpo – Paletas bem musculosas em touros, bem inseridas no pescoço e nas costelas, apresentando peito bem delineado e não preenchido por muita gordura. As costelas são bem arqueadas. O dorso é forte e linear com maior comprimento entre paletas e ílios. A cauda é longa e completa e os machos devem apresentar o prepúcio retraído e curto. Os quartos são longos e levemente caídos. As fêmeas devem apresentar úbere firme, equilibrado nos 4 quartos, com tetos pequenos e pigmentados

Membros – Longos com ossos e cascos firmes.

Pelo – Nas fêmeas apresenta-se curto, liso e brilhante e nos touros, grosso e enrolado na cabeça e pescoço. Longos nas orelhas. Não possui cor definida, podendo ser araçá, salina ou ter a presença de duas ou mais cores.

Chifres – Nas fêmeas são largos, torcidos para fora, medindo pelo menos 100 centímetros de ponta a ponta quando na fase adulta. Nos machos apresentam-se com saídas laterais com uma curvatura para frente e para cima com medida total de no mínimo 115 centímetros ou maior quando adulto. Circunferência da base do corno de 30 centímetros ou mais.

A raça

Eles são descendentes do primeiro gado introduzido no Novo Mundo, trazido pelo explorador Cristóvão Colombo e pelos colonos espanhóis.

Descendentes de bovinos que prosperaram em regiões áridas do sul da Península Ibérica, esses animais foram criados para uma alta tolerância ao estresse hídrico. Os Texas Longhorns são conhecidos por suas diversas cores e podem ser de qualquer cor ou mistura de cores, mas as misturas de vermelho e branco escuros são as mais dominantes.

As análises genéticas mostram que o Texas Longhorn se originou de uma linhagem de taurina ibérica, descendente da domesticação de aurochs selvagens no Oriente Médio e com alguma mistura com os aurochs europeus, e mais tarde (enquanto na América) foi cruzada com gado “indicativo” , descendente da domesticação de aurochs na Índia , 85% e 15%, respectivamente por proporção.

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O tamanho provável dos auroques, com base em fósseis encontrados na Rússia
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Foto: Reprodução Imagens Youtube
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Foto Divulgação
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Touro JR com seus quase 3 metros de chifres. Foto Divulgação.

No Brasil

A Associação Nacional dos Criadores “Herd-Book Collares” (ANC) está iniciando o processo de registro genealógico e controle da raça norte-americana Texas Longhorn.

A Texas Longhorn (85% de genes taurinos e 15% zebuínos) é uma raça de aptidão para produção de carne e rústica, incorporando alta fertilidade, resistência a parasitas e com fêmeas apresentando alta facilidade de parto.

Silvia comenta que há vários selecionadores da raça no País, com exemplares de padrão racial bem definidos. “Inicialmente, os criadores acreditam que aproximadamente 150 animais devem ser registrados. Também existe uma mobilização para se criar a associação promocional da raça”, disse.

Os animais puros apresentam diferentes tamanhos, cores e configurações de seus longos e característicos chifres, quase horizontais e pontiagudos. Sua carne é considerada magra, apresentando baixa concentração de colesterol e alta concentração de Omega 3, segundo a ANC.

Conheça a criação do gado em Goiás:

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