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Lula chama agronegócio de ‘fascista e direitista’; VÍDEO

Além disso dessa fala, o Petista disse ainda que o MST faz um favor ao produtor rural ao invadir suas terras; Já sobre o meio ambiente, afirmou que o setor seria contra a preservação ambiental. E agora?

Em entrevista ao Jornal Nacional (JN) nesta quinta-feira (25/8), o ex-presidente e candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que setor do agronegócio – que ele definiu como “fascista e direitista”  é contra a política ambiental de preservação dos biomas defendido pela esquerda. Devemos ainda lembrar que, esse mesmo candidato, quer regular a produção do setor que movimenta a economia deste país.

Ainda durante sabatina no JN, Lula foi questionado sobre sua relação com o agronegócio, e o porquê de membros do setor serem refratários à sua candidatura. Lula reconheceu que o agronegócio apoia em peso Jair Bolsonaro. Ele disse setores do agro se opõem à sua candidatura por causa da “nossa luta contra o desmatamento”.

O candidato do PT à Presidência foi o terceiro sabatinado da série de entrevistas do Jornal Nacional, que foram realizadas pelos apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos desde segunda-feira, 22. Nesta sexta-feira, 26, Simone Tebet (MDB) fecha a série de entrevistas.

AGRONEGÓCIO É PROPULSOR DA ECONOMIA

O agronegócio é responsável por quase um terço do PIB brasileiro, representando um dos maiores percentuais no mundo e o maior entre os países com economia forte.

Agronegócio é fascista, afirmou LULA

Esse é o agronegócio fascista e direitista. Porque os empresários sérios que trabalham no agronegócio, que têm comércio com o exterior, que exportam para a Europa, para a China, esses não querem desmatar, esses querem preservar os nossos rios, querem preservar as nossas águas, querem preservar as nossas faunas. Esses não. Mas você tem um monte que quer”, disse Lula ao ser questionado sobre o que pensa a respeito da categoria do campo.

O petista afirmou ser contra o plantio de soja e milho e a produção de gado na Amazônia e disse que a região precisa ser explorada cientificamente por conta de sua biodiversidade. Ainda segundo o ex-presidente, é o segmento mais reacionário do agro que estaria avançando sobre áreas protegidas.

“O Bolsonaro está ganhando o fazendeiro porque está liberando arma. Tem gente que acha que é bom ter arma em casa, que acha que é bom matar alguém, não, o que nós queremos é pacificar este país.”

Quando questionado sobre que papel o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) teria em sua campanha e seu governo, o petista desconversou e fez um elogio ao grupo conhecido pela invasão de propriedades em todo o país.

“O MST está fazendo uma coisa extraordinária, que é cuidar de produzir. O MST é o maior produtor de arroz orgânico no país”, disse antes de afirmar e garantir que o grupo não dará maiores problemas. Entretanto, é preciso lembrar que foi no Governo do PT que tivemos o maior número de invasões sendo registradas, propriedades destruídas e animais sacrificados.

Além disso, ele chegou a dizer que o MST estaria fazendo um favor para o produtor rural ao invadir a terra, já que dessa forma o Governo é que pagaria por aquele pedaço invadido.

“Aquele MST de 30 anos atrás não existe mais”, continuou.

O ex-presidente questionou a resistência de ruralistas ao seu projeto de governo. “Eu queria que você chamasse o mais reacionário dos representantes do agronegócio e perguntasse para ele o que que o Bolsonaro fez para ele que chegou perto daquilo que nós fizemos. Eu queria que vocês chamassem. Sabe por quê? Porque não tem nenhum governo que tratou do agronegócio como nós tratamos”, defendeu o petista.

Repercussão da entrevista de Lula no JN

Nas redes, perfis bolsonaristas criticaram a entrevista, reforçando os casos de corrupção dos governos petistas e a ligação ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Confira o que os perfis bolsonaristas disseram sobre a sabatina: 

O PT pode “regular a produção” do Agro

A inclusão do termo “regulação da agroindústria” na diretriz do programa de governo da chapa Lula/Alckmin protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi mais uma clara confirmação da intenção do Partido dos Trabalhadores, em querer prejudicar o setor ajuda a mover a economia deste país. Após grande repercussão, Lula recua e tira ‘regulação do agro’ de diretrizes de governo entregues ao TSE. Será que realmente ficou arrependido?

Outro projeto, assinado por mais de 20 petistas, é à “moda argentina”; Agora eles propõem imposto que pode “quebrar” o agro em duas safras. Qual a sua opinião?

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