Banco do Brasil lidera levantamento divulgado pela MundoCoop, enquanto Sicredi e Sicoob aparecem entre as cinco maiores carteiras do setor; gráfico reúne resultados informados até julho de 2026 e destaca o espaço ocupado pelos sistemas cooperativos no financiamento da produção rural brasileira
O Banco do Brasil aparece na liderança dos maiores financiadores do agro brasileiro no ranking divulgado pela MundoCoop, com R$ 421,6 bilhões. Na sequência estão Itaú, com R$ 135 bilhões, e Sicredi, com R$ 121 bilhões. O gráfico informa que reúne dados oficiais divulgados pelas instituições financeiras, com resultados até julho de 2026.
O destaque para o cooperativismo está na presença de dois sistemas entre os cinco primeiros colocados. Além do Sicredi, na terceira posição, o Sicoob aparece em quinto, com R$ 95 bilhões. Juntos, os dois somam R$ 216 bilhões em carteiras voltadas ao agro, conforme os valores apresentados pela MundoCoop.
Veja o ranking dos financiadores do agro
O Bradesco ocupa a quarta colocação, entre os dois sistemas cooperativos. Caixa, Rabobank e Santander completam a relação de oito instituições apresentada no material. Os valores abaixo reproduzem o levantamento divulgado pela MundoCoop, sem atualização para novembro.
Posição Instituição ou sistema Carteira informada (R$ bilhões) 1º Banco do Brasil 421,6 2º Itaú 135,0 3º Sicredi 121,0 4º Bradesco 99,2 5º Sicoob 95,0 6º Caixa 62,3 7º Rabobank 39,1 8º Santander 19,0
Carteira de crédito é diferente de dinheiro liberado na safra
A leitura do ranking exige atenção ao conceito utilizado. Uma carteira de crédito representa o saldo de operações em determinada data e pode reunir contratos celebrados em diferentes períodos. Já o desembolso de uma safra mede os recursos liberados ao longo daquele ciclo.
Por isso, os R$ 121 bilhões atribuídos ao Sicredi e os R$ 95 bilhões do Sicoob não devem ser apresentados como dinheiro novo emprestado apenas em 2026. Também não equivalem, necessariamente, ao orçamento anunciado por essas instituições para o Plano Safra 2026/2027.
O gráfico permite identificar a ordem e os volumes divulgados pela MundoCoop. Entretanto, não detalha a composição de todas as carteiras nem a data-base individual de cada instituição. Essa limitação recomenda tratar a relação como o retrato apresentado pelo veículo, sem atribuir a ela uma comparação metodológica independente.
Cooperativas anunciam recursos para o ciclo 2026/2027
Em comunicado próprio sobre o Plano Safra 2026/2027, o Sicredi anunciou a disponibilização de R$ 72,1 bilhões aos produtores rurais, com previsão de cerca de 340 mil operações. Para comparação, a instituição informou ter concedido R$ 69 bilhões em mais de 320 mil operações na temporada anterior.
O Sicoob, por sua vez, projetou liberar R$ 70 bilhões em crédito rural no ciclo 2026/2027. Segundo o sistema, a safra 2025/2026 terminou com R$ 59,5 bilhões desembolsados em mais de 194,7 mil operações. São informações sobre a movimentação de cada temporada, distintas dos saldos do ranking.
Dentro da programação do Sicoob para o novo ciclo, foram anunciados R$ 11,5 bilhões para a agricultura familiar, via Pronaf, e R$ 15,8 bilhões para médios produtores, por meio do Pronamp. Os valores indicam a destinação planejada, sem representar confirmação de contratação integral pelos produtores.
O que o produtor deve observar ao buscar financiamento
O tamanho da carteira ajuda a dimensionar a atuação de cada instituição, mas não revela sozinho as condições de um contrato. Para financiar custeio ou investimento, o produtor precisa comparar o custo efetivo total, as garantias exigidas, a carência e o calendário de pagamento oferecido para sua operação.
Na fazenda, a decisão depende de encaixar a dívida na geração de receita da atividade. Uma instituição bem colocada no ranking pode ser uma alternativa de consulta; a escolha do financiamento exige examinar a proposta disponível para o perfil do produtor e para o projeto que será executado.
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