Média de prenhez na IATF foi de 51,5% na última estação de monta

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vacada nelore trocando de pasto - pasto muito bom
Foto: Agropecuária Solo Mio

GERAR Corte soma mais de 9 milhões de dados em reprodução bovina; a cada quatro vacas inseminadas no país uma passa pelas mãos de técnicos do Grupo

Sob o lema “Faz diferença fazer parte”, o Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho, o GERAR, realizou encontro anual com seus 251 técnicos em 9 e 10 de agosto. De um estúdio em São Paulo, o fundador do Grupo, prof. Zequinha, da UNESP/Botucatu, além dos médicos-veterinários Izaias Claro Junior, Gerente Técnico de Bovinos da Zoetis, e Rafael Moreira, Gerente de Produto da Zoetis, comandaram o encontro, pelo segundo ano feito virtualmente.

Ao longo dos 15 anos de história, o Grupo coletou e analisou mais de 9 milhões de dados em reprodução bovina. É o maior banco de informações especializado do mundo. “O GERAR é diretamente responsável por uma parte significativa da produção pecuária no Brasil. Tudo isso é fruto de muito estudo e conhecimento”, disse Rafael Moreira.

“Sob o respaldo técnico do prof. Zequinha, o Grupo tem por objetivo obter os melhores resultados nas fazendas. Para se ter uma ideia da abrangência e relevância do GERAR, hoje, de quatro vacas, uma passa por mãos de técnico do Grupo”, completou Izaias.

Com dados coletados em quatro países, 17 estados brasileiros, em 486 municípios, e 1521 fazendas, o Grupo acumula 9.443.828 dados e reportou na última estação de monta (2020/2021) uma taxa de prenhez média de 51,5%. “Observando o atual momento da pecuária em que os custos subiram, mas a margem também, temos uma grande oportunidade em relação ao uso de tecnologias em reprodução”, pontuou o prof. Zequinha.

Ainda falando sobre o atual contexto da pecuária no País, com alta demanda e preços mais altos, o professor comentou: “Precisamos nos planejar para a realização de duas IATFs em todas as categorias de animais. O que observamos a campo é que quanto menor o escore corporal de um animal, mais importante nos programarmos para duas IATFs e utilizarmos o melhor pacote tecnológico, já que sabemos que neste caso, os resultados, na média, serão inferiores”.

A programação do GERAR Corte também contou com palestra do agrometereologista e engenheiro agrônomo da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, apresentando uma plataforma desenvolvida para avaliar o clima em determinadas regiões, o que para o profissional “é mais um fator para contribuir no planejamento do pecuarista levando assertividade na predição meteorológica”. Além disso, uma ação especial aconteceu durante o segundo dia do evento com a zootecnista, fundadora e CEO do Território da Carne, Andrea Mesquita, preparando um churrasco para os convidados e mostrando que a carne de qualidade faz a diferença.

Além da participação dos técnicos, via chat, com questões e observações a respeito dos dados apontados, o Grupo foi representado no palco por profissionais que o integram desde o início – Edmundo Vilela, da Lageado Biotecnologia e Pecuária, Keile Cavalcante, da KC Reprodução Animal, Ricardo Madeira, da Ricardo Madeira Assessoria Veterinária, Roger Wutke, da Sereno Reprodução, Produtos e Serviços Veterinários, Ronivon Azevedo, do Grupo ARG e Rafael Braz, da Norte Agro – e puderam falar um pouco sobre suas trajetórias no GERAR e sobre a importância do planejamento a partir de dados e análises em mãos.

Fechando o encontro, o Diretor da Unidade de Bovinos da Zoetis, José Perón, parabenizou o trabalho do GERAR. “O grupo é vanguarda na medicina veterinária reprodutiva nacional. Estão todos unidos em prol de um objetivo nobre, que é o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas do gado nacional. O legado do GERAR ajuda a preparar o país e os pecuaristas do Brasil para oferecer o melhor”, disse.

Mario Sergio Cortella

Neste ano, os técnicos contaram com a participação do professor e filósofo Mario Sergio Cortella, que falou sobre conexão, união, confiança, multiplicação do conhecimento. Usando referências literárias e ditados populares, o professor trouxe ao encontro um momento de reflexão importante.

Falando sobre o que o filósofo eclesiástico anglo-saxão Beda apontou como os três caminhos para o fracasso – não ensinar o que se sabe; não praticar o que se ensina e não perguntar o que se ignora – Cortella trouxe para os participantes, a partir disso, os conceitos de generosidade mental, coerência ética e humildade intelectual.

O professor finalizou sua fala fazendo a analogia da vela acesa em encontro com uma apagada. “Ao acender a outra, as duas ganham e seguem juntas num caminho mais iluminado”.

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