Melhoramento genético à moda brasileira

Melhoramento genético à moda brasileira

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Foto Divulgação.

Hoje a gente está fazendo uma escolha para ter um resultado que a gente vai colher daqui a três anos. O melhoramento genético aliado ao cruzamento com Angus, veja!

Nesta quarta, em entrevista com o pecuarista, zootecnista formado pela Fazu e gerente de produto corte da central ABS Pecplan Gustavo Morales, apresentou ferramentas que estão à disposição dos pecuaristas de cria em meio à estação de monta.

O especialista destacou a importância das escolhas feitas pelos criadores neste momento, que têm impacto significativo a longo prazo. “Hoje a gente está fazendo uma escolha para ter um resultado que a gente vai colher daqui a três anos. Se você escolhe um animal errado agora e não está ligado no que o mercado está precisando, no que o mercado está querendo, você vai pagar por isto daqui a três anos. [..] Então a gente tem que fazer tudo bem pensado e usar todas as ferramentas possíveis que a gente tem à disposição para poder errar o mínimo possível”, apontou Morales.

Uma das ferramentas oferecidas pela central que contribuem com a precisão do pecuarista ao definir seu planejamento reprodutivo, reforçou o zootecnista, é o ABS Xblack.

Por acompanhar a tendência de crescimento do cruzamento industrial voltado à produção de carne no Brasil, a companhia formulou um índice econômico que adapta a seleção da bateria de reprodutores Aberdeen Angus à realidade brasileira, ou seja, para o melhor resultado do cruzamento deste taurino em vacas Nelore.

“A avaliação que existe lá nos Estados Unidos é feita em cima de animais puros, Angus com Angus, e, lógico, voltada para o sistema de produção deles. E a gente percebeu que nem toda avaliação americana batia com avaliação que a gente buscava aqui no Brasil nos F1. Então nós montamos um índice, que chama XBlack, que contempla o que a gente realmente necessita aqui, que é marmoreio, desempenho, eficiência alimentar, acabamento de gordura, tudo para a nossa realidade e foi feito em cima de dados reais”, explicou Morales.

“O índice avalia características como as DEPs de animais F1 e DEPs de carcaça e também inclui, agora, dados referentes à eficiência alimentar e à genômica do animal, enriquecendo ainda mais a classificação de cada touro”, informa a companhia no material de divulgação do produto. Os dados são validados com observações em fazendas parceiras por todo o Brasil.

“Existe essa preocupação da empresa de entregar o melhor produto para que o pecuarista tenha o melhor resultado e a gente está sempre criando novas ferramentas e proporcionando para o mercado”, sustentou Gustavo.

Durante a entrevista, o gerente da ABS Pecplan mostrou exemplos de reprodutores das raças Aberdeen Angus, Red Angus e Nelore que atendem a demanda atual da produção de carne e produtividade. Morales apresentou também outras tecnologias disponibilizadas pela empresa, como a Sexcel, doses de sêmen sexado de fêmeas produzidas a partir de touros selecionados por DEPs específicas para a formação de uma boa matriz.

Compre Rural com informações do Giro do Boi

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