Mercado do boi gordo: preços começaram a ceder?

Mercado do boi gordo: preços começaram a ceder?

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touros nelore da agropecuaria jacarezinho
Foto: Agropecuária Jacarezinho

Apesar do viés de baixa, o mercado deve permanecer firme, apoiado no cenário de oferta restrita de boiadas e pela demanda chinesa aquecida. 

Em São Paulo, após alguns dias de estabilidade os preços começaram a ceder. No fechamento da última sexta-feira (29/11), a cotação do boi gordo recuou 4,4% e está cotado em R$220,00/@ à vista, bruto. Descontando a alíquota do Senar o preço é R$219,50/@. Livre de Funrural e livre do Senar a cotação é de R$216,50/@.

Houve queda em 12 das 32 regiões pesquisadas, considerando o preço à vista. O estado de Goiás apurou-se a segunda maior queda após São Paulo, onde a cotação caiu 2,8% na comparação dia a dia.

Apesar do viés de baixa, o mercado deve permanecer firme, apoiado no cenário de oferta restrita de boiadas e pela demanda chinesa aquecida. 

Arroba bate R$ 235 e se aproxima da estabilização, diz analista

O mercado físico do boi gordo teve preços estáveis nas principais praças de produção e comercialização do país. “O movimento de alta apresenta sinais de esgotamento, enquanto os frigoríficos apontam para algum avanço das escalas de abate após as negociações desta semana, oferecendo algum respiro para a primeira quinzena de dezembro”, comenta o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. 

 Segundo ele, ainda não há espaço para queda das indicações, avaliando que a oferta de animais terminados permanece restrita, além da demanda de carne bovina ainda aquecida. 

Em São Paulo, preços a R$ 235 a arroba. Em Minas Gerais, preços de R$ 232 a arroba. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 222 a arroba. Em Goiás, o preço permaneceu em R$ 222 a arroba, em Goiânia. Já no Mato Grosso o preço seguiu em R$ 216 a arroba.  

Atacado 

No atacado, os preços da carne bovina ficaram estáveis. “O movimento de alta aparenta ter alcançado um limite, avaliando a dificuldade do consumidor médio em absorver seguidos reajustes de um dado produto, buscando alternativas que mantenham o padrão de consumo. A consequência da migração da demanda está nos reajustes da carne de frango e principalmente da carne suína no decorrer da semana” disse Iglesias 

O corte traseiro teve preço de R$ 20,00 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 12,60 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em R$ 12,80 por quilo.

Compre Rural com informações da Scot Consultoria e Agência Safras

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