Micotoxinas são um risco em potencial a piscicultura brasileira

Produzidas por fungos, as substâncias tóxicas afetam o desempenho e produtividade dos peixes nos diferentes sistemas de cultivo

A nutrição representa mais de 60% do custo final da produção de peixes de cultivo e camarões. Por isso, em um cenário de vaivém dos preços de insumos, a qualidade e a segurança têm de ser priorizadas, principalmente quando o assunto é controle de micotoxinas. “Os grãos apresentam alta suscetibilidade à contaminação de micotoxinas, metabólitos secundários produzidos por fungos, presentes em todas as etapas da cadeia produtiva – do cultivo, passando por colheita, transporte até armazenagem. A presença de micotoxinas é imperceptível e, pior: sua ocorrência é mais comum do que os produtores imaginam”, alerta Valéria Moreira, coordenadora de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

Diversos fatores contribuem para a liberação de micotoxinas, como variações climáticas extremas, danos mecânicos e deficiências minerais ou hídricas. No armazenamento, as condições que favorecem a ocorrência de substâncias tóxicas são várias e envolvem alto teor de umidade dos grãos, elevada temperatura, longo período de estocagem, grãos danificados, grande quantidade de esporos e presença de vetores como insetos e ácaros.

“Os fungos de maior importância econômica são do gênero Aspergillus, Penicillium e Fusarium. Dentre as micotoxinas de maior prevalência na produção animal destacam-se as aflatoxinas, fumonisinas, deoxinivalenol, zearalenona, T-2 e ocatoxinas. O tipo de resposta à exposição por uma ração contaminada depende do grau de contaminação, tempo de exposição ao alimento, espécie e idade do animal”, pontua a coordenadora da MCassab.

As micotoxinas podem afetar diversos tecidos e órgãos, como trato gastrointestinal, tecido hepático ou renal, sistema reprodutivo, nervoso e imunológico. Como consequência disso, há uma piora no desempenho. Em grande parte dos casos, o efeito do consumo da ração com micotoxinas é, sobretudo, relacionado à perda de produtividade, mas em casos mais graves há possibilidade de mortalidade.

No entanto, em um mercado competitivo, alcançar todo o potencial de desempenho dos animais é prioridade em termos de retorno econômico. Valéria destaca que, dessa forma, é importante que seja feito um eficiente gerenciamento de micotoxinas e os adsorventes são uma eficiente estratégia.

“Dentre as alternativas presentes destacam-se os adsorventes inorgânicos, como os aluminosilicatos, e os adsorventes orgânicos, como as paredes de levedura. Eles contribuem para a integridade do sistema imune dos peixes, diminuindo problemas hepáticos e produtivos. Livres da contaminação, esses animais têm melhor conversão alimentar e garantem maior rentabilidade para o negócio”, afirma Valéria.

O uso de protetores hepáticos também é um diferencial importante, principalmente quando há graus mais elevados de contaminação, garantindo uma maior regeneração do tecido e contribuindo para o status oxidativo do órgão. A Linha AdPAC, da MCassab, é um exemplo de adsorventes eficazes, que atuam no ‘sequestro’ desses metabólitos, minimizando os danos produtivos causados por esses compostos – sem prejuízo à saúde dos animais.

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