Milho 2020: Oferta restrita e preço alto, confira o vídeo!

Milho 2020: Oferta restrita e preço alto, confira o vídeo!

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Foto Divulgação.

O que esperar da oferta e demanda por milho no Brasil em 2020? Confira as expectativas do mercado com a análise da Scot Consultoria no vídeo abaixo!

A expectativa é de queda na produção do cereal em 2019/20, frente a safra passada. Do lado da demanda, espera-se um incremento do consumo doméstico, puxados pelos setores de aves e suínos. Com isso, a previsão é de estoques menores na temporada atual, o que deverá manter os preços firmes e em patamares mais altos em 2020.

As perspectivas para os preços dos grãos em 2020 é bastante favorável, segundo a análise do Rabobank. Segundo o analista do banco internacional, Vitor Ikeda, apesar de algumas incertezas, as perspectivas são muito boas para os produtores brasileiros. 

Demanda interna muito aquecida é um dos principais combustíveis para a manutenção dos preços em alta, que deverão contar com médias entre R$ 40,00 e R$ 42,00!

Milho

2020 deverá ser o ano do milho. A demanda interna muito aquecida é um dos principais combustíveis para a manutenção dos preços em alta, que deverão contar com médias entre R$ 40,00 e R$ 42,00, indicador Cepea. 

Além do setor de proteínas animais demandando muito do cereal, o esmagamento para a produção de etanol também deverá contribuir. Para o ano que vem, a expectativa do Rabobank é de que sejam consumidas mais 2,5 milhões de toneladas do grão para um produção adicional de 1 bilhão de litros de etanol. 

De uma forma geral, a demanda interna de milho deverá apresentar um crescimento de 6% em 2020, o que significará um excedente exportável menor, portanto. Assim, o Rabobank estima que depois do recorde de 2019, no ano que vem as exportações brasileiras de milho podem ser um pouco menores. 

Vídeo com a análise “O que esperar da oferta e demanda por milho no Brasil em 2020?”, da Scot Consultoria!

Como fica o cenário para soja?

Para Ikeda, a soja pode vir a testar o patamar dos US$ 9,70 por bushel na Bolsa de Chicago na medida em que um acordo seja efetivado entre China e Estados Unidos. Mais do que isso, o mercado precisa ver os chineses comprando volumes da oleaginosa no mercado norte-americano nos níveis pré guerra comercial. 

Além disso, os EUA perderam boa parte de sua safra nesta temporada em função das adversidades climáticas e, com a demanda voltando à normalidade, podendo trazer os estoquea americanos também de volta a padrões mais normais. 

“Um cenário de acordo comercial que faça a China importar soja na casa de 30 milhões de toneladas nos EUA com uma quebra da safra americana daria suporte para preços na casa dos US$ 9,70” diz Ikeda. 

Caso estes dois fatores se fatores se deparem com problemas climáticos que ainda podem ser vistos na América do Sul ou até mesmo na nova safra dos EUA, as cotações da commodity poderiam vir a testar algo próximo dos US$ 10,50 na CBOT.

Na outra ponta, o analista aponta ainda para um quadro onde China e EUA firmem um acordo parcial, os produtores norte-americanos plantem a nova safra e, na sequência, a guerra comercial volte a valer. Isso acontecendo, os preços poderiam voltar a ceder. 

Dessa forma, para o produtor brasileiro será necessário o monitoramento constante do prêmio, que deverá, novamente, ser um dos seus principais diferenciais. Com um cenário de preços a US$ 9,70, Ikeda acredita que os prêmios tendem a ficar em sua média histórica de 35 a 40 pontos acima de Chicago. 

Dessa forma e com um dólar em R$ 4,00, a tendência é de que no porto de Paranaguá o valor da saca fique entre R$ 88,00 e R$ 90,00. 

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