Ministra descarta criar cotas para importação de lácteos

Ministra descarta criar cotas para importação de lácteos

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vacas de leite
Foto Divulgação.

Em reunião com autoridades do setor Ministra da Agricultura Tereza Cristina descartou a criação de cotas para importação de produtos lácteos, reivindicação da categoria.

Representantes do setor lácteo brasileiro estiveram reunidos recentemente com a ministra para discutir a crise do setor. Conforme o Sindilat, um dos pontos importantes a serem abordados no encontro é a compra governamental de leite em pó, a fim de aliviar a pressão do mercado interno, e a criação de um programa de incentivo à exportação de lácteos. “O panorama pode ser revertido com a criação de cotas de importações mensais da Argentina e do Uruguai que deem previsibilidade do volume que chegará ao Brasil”, disse Alexandre Guerra presidente do Sindilat. “Em outubro e novembro do ano passado foi importado o dobro de produtos em comparação a 2017. Isso gera desequilíbrio comercial e enfraquece o mercado como um todo.”

Tereza Cristina informou que está buscando uma solução para as importações de leite junto às autoridades argentinas, mas alertou que o Brasil não pode criar cotas no Mercosul. “Eles também têm problemas lá com seus produtores, e nós temos que achar uma solução inteligente”.

As propostas concretas apresentadas à Ministra foram a defesa comercial perante as importações desleais; melhoria da competitividade por meio de ações como isenção de impostos; inovação tecnológica; promoção do consumidor; e incentivo às exportações. Em 17 de janeiro, representantes do setor privado e do governo assinaram um documento do qual se espera que ele construa uma política nacional para o setor de lácteos.

Ministra pretende criar política para o setor leiteiro

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse a representantes da cadeia produtiva do leite e de órgãos de governo ligados ao segmento que o setor precisa sair da gangorra do sobe e desce de renda, com medidas de curto e longo prazo capazes de trazer equilíbrio à atividade. Uma das primeiras ações que a ministra quer implementar é a criação de uma política para o setor na Câmara Setorial do Leite e Derivados, que será incluída no Plano Plurianual (PPA) a ser lançado em abril. “O Ministério vai ouvir todos os segmentos para uma ação conjunta em relação ao leite”, observou.

“Estamos muito preocupados com o setor e precisamos achar um caminho, devido à importância econômica e social do segmento leiteiro”, afirmou. A ministra destacou ainda a importância da extensão rural para os criadores, tanto na melhoria da produtividade como na qualidade do leite.

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