MST prepara Calendário de Guerra e quer Lula no poder

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Foto: Edson Ruiz

Prevendo cenário de guerra, MST se organiza com calendário de mobilização pró-Lula em 2022; Lideranças do movimento sem terra dizem que manifestações serão decisivas!

Prevendo um cenário de guerra para 2022 devido à polarização política no país, o MST (Movimento Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e outros movimentos têm articulado ações pró-Lula até as eleições. O calendário inclui, até agora, manifestações em março (luta das mulheres), abril (lutas camponesas) e maio (oposição a Bolsonaro).

clima eleitoral já é visível. No primeiro evento do ano no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira, 12, o presidente Jair Bolsonaro (PL) não poupou críticas ao oponente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Quando se fala que não tinha corrupção no passado, porque ‘eu saí da cadeia e voltou a estaca zero’, tinha corrupção. E querem reconduzir a cena do crime o criminoso juntamente com Geraldo Alckmin? É isso que queremos para o nosso Brasil?”, questionou o Presidente Bolsonaro.

As lideranças do MST têm dito que a mobilização de rua em 2022 terá papel central nas eleições deste ano, diferentemente das anteriores, e por isso acreditam ser crucial marcar posição em favor do candidato do PT contra Jair Bolsonaro (PL).

MST, CUT, Central de Movimentos Populares, Marcha das Mulheres e Conen (Coordenação Nacional de Entidades Negras) realizarão em fevereiro o primeiro encontro dos chamados “comitês populares”, que também farão campanha nos bairros, locais de trabalho e de estudo e nas redes sociais ao longo do ano.

Entre as pautas defendidas pelo MST nas mobilizações estarão o fim do teto de gastos, a revogação da reforma trabalhista, a taxação de ricos a partir de uma reforma tributária progressiva e a criação de um programa emergencial para tratar da questão dos acampados no campo e na cidade, além da retomada das políticas públicas para negros, mulheres e a população LGBTQIA+.

Em entrevista ao Jornal da Jovem Pan, no Os Pingos nos Is, o assunto foi discutido e você pode conferir o debate completo no vídeo abaixo. Qual a sua opinião sobre o assunto, você apoia o movimento?

Política de incentivo às armas, titulação de terras de assentados e corte de dinheiro para ONGs ligadas a movimentos neutralizaram os sem-terra.

A Câmara de Conciliação Agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) registrou 11 invasões de fazendas no país em 2021. Em 2019, foram sete e, no ano passado, apenas seis. Trata-se dos menores números de ocupações feitas pelos movimentos sociais no Brasil desde 1995, quando o Incra começou a registrar as estatísticas.

Nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os sem-terra invadiram 2.442 fazendas. Já nos oito anos de governo Lula (PT), foram 1.968 invasões. Na gestão de Dilma Rousseff, os números caíram para 969 invasões. Os dados computados em três anos de mandato de Bolsonaro (24 até agora) são inferiores até os verificados no governo Temer, que durou de agosto de 2016 a dezembro de 2018: 54.

Armamento de fazendeiro e redução de recursos

Levantamento da Câmara de Conciliação Agrária do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária ( Incra ) apontou que desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro , o número de invasões de fazendas no país teve uma redução histórica.

“Todos têm comprar fuzil [espingarda] Povo armado jamais será escravizado”, afirmou o presidente brasileiro, enquanto falava com apoiantes em Brasília.

Jair Bolsonaro

De acordo com o Governo Federal, um dos fatores que influenciam na redução no número de invasões para o armamento dos fazendeiros, especificamente, a permissão de portar armas por toda a extensão da propriedade, já que antes a posse era restrita à sede do imóvel rural .

Foto: Reprodução Facebook

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