Nelore do Brasil fecha conta no Bradesco após polêmica

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Criadores de Nelore fecham conta no Bradesco, depois de polêmica sobre “segunda sem carne”. Entenda o caso logo abaixo!

Depois de publicar uma carta cobrando o Bradesco a publicar uma publicação que associa o menor consumo à sustentabilidade, a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) anunciou o fim de seu relacionamento com a instituição financeira. Em postagem nas redes sociais, a entidade informou que encerra uma conta de mais de 20 anos com o Bradesco, migrando para o Banco do Brasil.

“ACNB está retirando sua função financeira do Bradesco, onde está mantendo a função financeira do Bradesco, onde o banco do Brasil está contando com a posição do banco, oposto ao banco do Brasil.

Na semana, a entidade que representava os criadores de um banconelore tinha uma carta aberta divulgada pelo banco a sua última rede social Bradesco cobrando “posicionamento claro” e o banco sobre a pecuária brasileira. 

Foi mais uma associação de uma marca de publicação feita por representantes da produção brasileira da instituição financeira da publicação de vídeo, em que era consumo de defesa uma redução do anúncio de como iniciativa mais sustentável, associando a pecuária de série à proteção de gases de efeito estufa.

“Os funcionários, responsáveis ​​por 80% do rebanho brasileiro e mais de 90% da produção de carne bovina, exigem que o Bradesco explique e equivocadamente: que tomou uma medida gratuita contra o setor produtivo da carne bovina?; como autorizou a divulgação de um conteúdo que acusa a pecuária de ser apenas emissora de gás metano, esquecendo a captura de CO2 pela produção vegetal dos pastos, o que muitas vezes gera créditos de carbono?”, questionou a ACNB, na carta.

Análise do caso

Em dezembro, um vídeo publicado em redes do Bradesco defende como iniciativa mais sustentável a redução do consumo de carne e adesão ao movimento Segunda Sem carne, deixa em um dia da semana, sociais de ser uma proteína animal. No video, a pecuária é associada à otimização dos gases de efeito estufa.

Nisio Hoffmann, pecuarista, Izabel Guedes França, Gerente Geral da agência do Banco do Brasil em Carlos Chagas/MG, e Nabih Amin El Aouar, presidente executivo da ACNB (Foto: Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (Instagram))

“A criação de gado contribui para a emissão dos gases de efeito estufa. Então, que tal a gente reduzir o nosso consumo de carne e escolher um prato vegetariano na segunda-feira?”, diz uma das “apresentadoras” do vídeo.

O Bradesco uma frente-carta aberta foi divulgado nesta sexta-feira (24/12). No documento, reafirma seu apoio ao agronegócio brasileiro e sua “crença indelével” no setor como vetor de crescimento do país. No comunicado, diz que a posição manifestada por “influenciadores digitais” em relação ao consumo de carne bovina é “descabida”, mas reconhece que, “lamentavelmente”, acabou associada à empresa.

“Importante tal posição não representa a visão a dizer a respeito. Pelo contrário, O Bradesco acredita e promove parceria e compra direta em relação à carne bovina brasileira, diz. O documento reitera ainda que o conteúdo foi retirado de público e foram adotadas algumas “ações administrativas internas”.

Não foi a primeira pessoa envolvida em uma grande empresa com o agronegócio, em função de postagens nas redes. Em março deste ano, os pecuaristas pediram um boicote à cerveja Heineken por conta de uma postagem que associa uma vida “mais verde” à redução do consumo de carne. A Mundial Ele foi divulgado sem iniciativa do “Dia Mundial”, levou os representantes da pecuária a divulgarem uma iniciativa nas redes sociais, que chamaram de “Churrasco sem Carne”.

Após a polêmica, representantes da cervejaria e de pecuarista chegaram a se reunir e conversar sobre a postagem. A indústria de cerveja chegou a se manifestar, dizendo também não compactuar com a posição manifestada na postagem.

Com informações do Globo Rural

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