Novo recorde para o milho, aponta Agrifatto

Com o dólar abrindo espaço para maiores altas e a oferta se mostrando muito escassa, preço do milho busca novo recorde no mercado físico.

Apoiado no dólar e com os vendedores se distanciando dos negócios, o preço do milho em São Paulo voltou a experimentar alta no mercado físico, buscando desta vez os R$ 85,50/sc, rompendo assim o recorde histórico para o cereal. Na B3, o dia foi de estabilidade, com o contrato para março/21 caindo 0,20% no comparativo diário, ficando cotado a R$ 88,98/sc.

Mesmo com o anúncio de novas vendas externas feito pelo USDA nesta terça-feira, o preço do milho em Chicago recuou 1,03% no vencimento para março/21, ficando cotado a US$ 5,26/bu. A desvalorização do contrato foi puxada pela movimentação dos fundos, que buscaram liquidar suas posições compradas após as fortes altas das últimas semanas.

Boi Gordo

Terça-feira de boa liquidez no mercado futuro de boi gordo na B3. O contrato de janeiro/21, teve aproximadamente 1.550 negociações, maior volume desde o dia 07/01/2021. Além disso, demonstrou variação positiva de 1,06% ante a véspera, fechando o dia cotado a R$ 295,55/@. Para o fevereiro/21 não foi diferente, o contrato encerrou a R$ 295,50/@, com valorização diária de 1,23%.

Já no mercado doméstico a cara é outra. As vendas cadenciadas no varejo criam uma barreira para saída de produtos no atacado, o que aliado às incertezas tributárias, mantem um ambiente pouco atraente para os players. Apesar disso, os preços ainda seguram-se nos patamares atuais, com a carcaça casada bovina sendo negociada a R$ 18,50/kg.

Soja

A moeda norte-americana continuou seu processo de valorização em terras brasileiras na terça-feira e trouxe consigo novamente o rompimento de patamares recordes para a soja brasileira. A referência para negócios da oleaginosa passou para os R$ 171,50/sc em Paranaguá/PR. Cabe a ressalva de que os prêmios também auxiliaram neste movimento de alta da soja brasileira.

Já em Chicago o dia foi de queda para os vencimentos da oleaginosa. O contrato para março/21 recuou 2,19%, estabelecendo-se novamente abaixo dos US$ 14,00/bu, ficando cotada a US$ 13,86/bu.

A movimentação é justificada principalmente pelo “embolso” de lucros por parte dos operadores e produtores norte-americanos. O mercado agora busca mais fundamentos para novas altas.

Fonte: Agrifatto

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