Para onde vai o preço da arroba? Veja o que esperar!

Para onde vai o preço da arroba? Veja o que esperar!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

O período de estiagem chegou e, na maior parte, o aumenta da oferta de boiada gorda da aos frigoríficos oportunidade de aumentar pressão de baixa.

O mercado do boi gordo continua operando com baixa liquidez, motivada pelo menor consumo de carne bovina neste período de quarentena e de isolamento social. Enquanto por aqui, os consumidores substituem o bife por proteínas mais baratas, como frango e ovo, no mercado externo a procura pela carne vermelha brasileira continua em ascensão, puxada sobretudo pela China, que voltou às compras internacionais depois de maior controle pandemia da Covid-19.

Segundo a Informa Economics FNP, os negócios com boiada estão mais ativos nas praças com maior representatividade de compras de gado para exportação de carne. “No front externo, o cenário é favorável para o produto brasileiro. Além da desvalorização cambial, que aumenta a margem dos exportadores, a política do ministério, de diversificação de destinos, tem mostrado resultados favoráveis para o setor”, relata a FNP.

Nesta semana, durante declarações aos investidores, a Marfrig e Minerva confirmaram o avanço das operações envolvendo compradores externos, destacando sobretudo os aumentos dos embarques aos mercados chinês e norte-americano.

Cautela, análise e planejamento devem ditar o ritmo de negociações da boiada nesse momento. Utilizar informações, como as do Agrobrazil, podem ajudar o produtor a obter melhor margens,afinal, informação de qualidade é tudo!

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Thiago Pereira

Zootecnista e Diretor de Jornalismo do Compre Rural

Segundo o app da Agrobrazil

No app da Agrobrazil, pecuaristas começam a se movimentar com a chegada do período seco, mas ainda temos uma certa “estabilidade” nos preços. Confira os negócios informados ontem e o fechamento médio do dia para o preço da arroba.

No mercado interno, em Buritizeiro/MG, o preço é de R$ 192/@ a vista e abate para o dia 05 de maio. Em Porto Anaurilândia/MS, o valor foi de R$ 185/@ a prazo com 20 dias e abate para o dia 08 de maio. Já em Nova Tebas/PR, foi de R$ 187/@ a prazo com 30 dias para pagamento e abate para o dia 30 de abril.

O Boi China em Chapadão do Sul/MS, o pecuarista recebeu R$ 180 à vista e abate para o dia 07 de maio. Já em Araçatuba/SP, ficou em R$ 198/@ à vista e abate para o dia 11 de maio.

A média na praça de São Paulo, segundo o app da Agrobrazil, tivemos uma estabilidade, fechando o dia em R$ 193,25/@. Já o Indicador do Cepea, teve uma queda de 1,19% fechando o dia em R$ 197,70/@.

Nesta quarta-feira, 29, tivemos a confirmação da habilitação de oito novas plantas para envios de cortes bovinos ao Peru, além de relatos sobre um aumento no volume de embarques para os Estados Unidos, fatores que trazem otimismo para o mercado brasileiro e pode gerar uma menor dependência do mercado chinês.

Em seu boletim mais recente, a consultoria Agrifatto diz que oferta de boiada pronta no Brasil “começa a se tornar uma realidade, visto que a proximidade do período seco começa a tornar inviável a permanência dos animais no pasto”. Neste cenário, prevê a Agrifatto, a ponta compradora passará a intensificar o movimento de pressão negativa na arroba.

No atacado brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos seguem estáveis. “Mesmo com a aproximação de mais um feriado e da virada do mês, o escoamento da carne bovina nas gôndolas dos mercados ainda se mostra bastante lento, sem espaço para ajustes nas cotações”, informa a FNP.

Segundo Safras&Mercado

Os frigoríficos que atendem apenas o mercado doméstico seguem optando por manter as escalas de abate encurtadas e operando com capacidade de abates reduzida. A exceção permanece nos embarques destinados à China, que seguem em ótimo nível. Os animais que cumprem os requisitos para exportação ao país asiático ainda são comercializados em patamar muito mais alto em relação ao boi comum.   

  • Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 193 –  R$ R$ 194 a arroba.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços permaneceram em R$ 183 por arroba.
  • Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram R$ 174 – R$ 175 a arroba.
  • Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 175 a arroba.
  • Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 170 a arroba, inalterado. 

Scot Consultoria vê um menor giro de estoque

Com a quarentena em vigor, o consumo de carne diminuiu, todos já sabem disso. O que mais caiu foi o consumo de cortes de carne de traseiro, por serem mais caros, revelando uma depressão de renda. 

O preço médio, no atacado, de cortes de dianteiro, é um indicador disso, alta de 4,1% na comparação feita mês a mês, contra queda de 1,7% nos cortes de traseiro. O cenário é de contração no mercado interno e de expansão no mercado externo, cujo desempenho é notável. 

São Paulo

Sem a necessidade de alongar as escalas, devido a demanda contida, os frigoríficos estão trabalhando abaixo da capacidade de abate. Estima-se que em São Paulo, as indústrias estejam trabalhando com 20% de ociosidade e as programações de abate atendem, em média, cinco dias.

Na praça paulista, o preço está estável na comparação dia a dia, em R$194,00/@, a prazo e livre de Funrural, R$196,50/@ com desconto do Senar e R$197,00/@ bruto.

Para o “boi comum”, cuja carne é destinada ao mercado interno, as ofertas de compra abaixo da referência vêm ganhando força. Entretanto, para animais jovens, cujo destino é o mercado chinês, as ofertas de compra estão acima dessa referência. 

Compre Rural com informações da Agrobrazil, FNP, Safras&Mercados, Agrifatto e Scot Consultoria

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