Pecuarista abre a porteira e arroba volta a cair, confira!

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Confinamento boitel VFL Brasil
Confinamento VFL Brasil. Foto: Marcella Pereira

A oferta de bois para abate aumenta no mercado e preços da arroba recuam em algumas praças pecuárias do país; Até onde vai a força de queda dos preços?

O mercado físico do boi gordo registrou preços pouco alterados nesta quinta-feira, 22, mas com com queda em algumas praças pecuárias importantes. Os frigoríficos retornaram do feriado tentando exercer pressão sobre o pecuarista em alguns estados, o aumento da oferta de boiadas acabou dando resultado a essa pressão e levando a queda dos preços.

A melhora sutil nas ofertas de boiadas e nas escalas de abate, comparadas à última terça-feira (20/4), resultou em queda nas ofertas de compra em R$2,00/@ para o boi gordo e R$1,00/@ para a vaca gorda.

Assim, segundo a Scot Consultoria, o boi e a vaca gordos estão sendo negociados, respectivamente, em R$314,00/@ e R$290,00/@, preços brutos e a prazo. A cotação da novilha gorda ficou estável na comparação diária, cotada em R$306,00/@, nas mesmas condições.

Entretanto, com o avanço das exportações e as melhores margens dessas indústrias, o boi de até quatro dentes destinado à exportação está cotado em R$320,00/@, preço bruto e à vista. Esse mercado tem ajudado a sustentar os atuais patamares de preços.

Segundo o Cepea, o Indicador do Boi, a cotação nesta semana está recuperando as perdas, a valorização diária de 0,79% elevou os preços ao patamar de R$ 316,65/@. Em 12 meses, os preços alcançaram 60% de valorização.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 312,65@, na quinta-feira (22/04), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 295,07/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 295,45/@.

A pressão de queda dos frigoríficos vem em um momento de melhora na oferta de animais terminados, já que os pecuaristas enfrentam grande dificuldade em manter os animais a pasto – lembrando que a seca segue avançando pelo país – e pelo alto custo dos insumos para nutrição desses animais no cocho.

Uma coisa é certa e temos observado isso: A safra do boi está começando! Ela está sim começando e irá acontecer com a chegada da seca, mas pecuarista já tem conhecimento de que será pequena e de curta duração, tendo em vista a retenção de fêmeas – diante da valorização da reposição – e o do baixo volume de gado disponível, reflexo da menor oferta de bezerro no passado.

Dia de baixa liquidez na B3, com o contrato futuro para maio/21, o mais negociado do dia – 959 negociações -, fechou com ajuste negativo de 0,36% e cotado a R$ 305,85/kg. 

Na semana cortada pelo feriado de Tiradentes, o Mato Grosso ainda figura como exceção, com relatos de negociações acima da referência média em todo o estado.

Conforme Iglesias, a oferta de animais terminados voltará a ser uma preocupação na entressafra. “Com os custos em alta, a tendência é de queda do confinamento de primeiro giro. A expectativa é que haja avanços mais consistentes da demanda durante o segundo semestre, em linha com a continuidade da vacinação no país, permitindo a retomada da atividade econômica com um menor risco de colapso do sistema de saúde”, assinalou.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 315,, ante R$ 315 – R$ 316 na terça-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300, inalterado.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, estável.
  • Em Cuiabá, o preço indicado foi de R$ 310 – R$ 311, contra R$ 309 – R$ 310.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 310 a arroba, estáveis.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por pouco espaço para reajustes durante a segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao
consumo.

Para a virada de mês, com um processo de retomada melhor consolidado em muitos estados é possível que haja maior espaço para reajustes. No geral o consumidor médio ainda opta por proteínas mais acessíveis, em especial a
carne de frango, a menos custosa dentre as principais proteínas de origem animal consumidas no país, disse.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 17,90 o quilo.

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