Pecuarista vai comprar suplemento travado na arroba do boi

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Foto: Marcio Peruchi / CompreRural

Empresa inova e lança modelo de venda de suplementos para bovinos com preço atrelado à arroba do boi; programa vai assegurar preço do insumo e vai facilitar planejamento de custos do produtor

A DSM Tortuga anunciou uma iniciativa inédita para os produtores brasileiros de bovinos de corte. A partir de julho, os produtos da marca poderão ser vendidos com o preço atrelado ao valor da arroba do boi, um indicador que funciona como “a moeda” dos pecuaristas. Com o nome de P@go, a novidade possibilita aos pecuaristas de todo o país adquirir os produtos da empresa e pagar com valores pré-estabelecidos (preços travados) por meio do indicador do Boi ESALQ/BM&F (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz / Bolsa de Mercadorias e Futuros), utilizado para liquidação futura de contratos negociados na bolsa de valores.

Ao oferecer essa operação como uma opção adicional para pagamento pelos seus produtos, a DSM viabiliza ainda mais o uso das suas tecnologias. Nesse novo modelo, a empresa gera mais previsibilidade para o preço dos seus produtos, pois, como muitas das matérias-primas usadas nas formulações dos seus suplementos são de origem importada, acabam refletindo no preço pelas variações do dólar, o que dificulta a garantia de preço futuro. “Ao atrelar os nossos preços à moeda do pecuarista, que é arroba do boi gordo, conseguimos assegurar o planejamento dos custos com a nutrição do rebanho, o que é um fator importante principalmente para os confinadores que se planejam com muita antecedência, por exemplo”, conta o diretor de marketing da área de Ruminantes da DSM no Brasil, o zootecnista Juliano Sabella.

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Foto: Marcio Peruchi / CompreRural

Facilidade e segurança de custo para o produtor

Um dos pontos altos desse modelo inovador de precificação de insumo na pecuária brasileira é que, na data de pagamento do pedido, caso o preço da arroba caia, em relação ao valor na data da compra, o produtor ficará com a diferença do valor em crédito para uma próxima compra. Caso o inverso aconteça, ou seja, na data do pagamento o valor da arroba esteja maior do que na data da compra, o produtor não precisará pagar a diferença. “No nosso modelo, o produtor nunca perde. Se o preço da arroba cai, ele é bonificado com o valor da diferença para a próxima compra. E se a arroba sobe, ele não precisa pagar essa diferença, ficando com o lucro da valorização para ele”, conta Sabella. Ele explica que a empresa consegue manter essa relação comercial em benefício dos seus clientes ao realizar operações para proteger-se das volatilidades do mercado, o que permite repassar essa proteção no preço dos seus produtos.

Sabella conta ainda que essa iniciativa foi amplamente estudada e colocada em prática por conta de sugestões dos próprios produtores que demandam garantia de preço. “O produtor pretendia travar o custo e a DSM não conseguia porque os fornecedores não têm necessariamente uma relação com o mercado do boi, com muitas matérias-primas importadas e atreladas ao câmbio”, diz; e completa: “Estamos em um ano difícil, atípico e de alta volatilidade. Por isso, mais do que nunca, é preciso ouvir o produtor e agir na hora certa, com criatividade e inovação. Com P@go, os produtores podem acessar nosso portfólio e se programarem para impulsionar os resultados zootécnicos dos rebanhos e planejar melhor os índices de rentabilidade da atividade”.

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Foto: Marcio Peruchi / CompreRural

Tecnologias que geram 1 arroba a mais por animal confinado

Entre os exemplos de soluções de alto desempenho que estão presentes no portfólio da marca Tortuga estão os produtos da linha Fosbovi Confinamento, que geram uma arroba a mais por bovino confinado, em média. São tecnologias que oferecem benefícios zootécnicos e econômicos comprovados em avaliações em campo, feitas pelas equipes da DSM e do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada-Esalq/USP).

Mas, além do ganho de peso, há outros diferenciais adicionais: melhor eficiência alimentar, redução das taxas de problemas gastrointestinais, como diarreias ou timpanismo; rápida adaptação dos animais; menor taxa de refugo de cocho; aumento do consumo de ração desde os primeiros dias de confinamento; eficiência na digestão; e menor incidência de animais com lamentes e acidose.

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