Pecuarista vão doar bois para reeleger Bolsonaro, vídeo

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Foto DIvulgação

Os pecuaristas pedem que cada pecuarista brasileiro doe um valor equivalente a um boi de 20 arrobas para ajudar na reeleição do presidente, você concorda?

O ano eleitoral mais começou e a disputado pelo cargo presidencial já começa acirrada. O apoio do agronegócio ao Presidente Bolsonaro nunca foi escondido. Agora, nessa corrida pelo poder, um grupo de pecuaristas de Goiás começaram uma campanha, em grupos de WhatsApp, para convencer seus colegas pecuaristas de outros estados a doarem bois pelo bem do Brasil.

No caso, o bem seria a reeleição do presidente Jair Bolsonaro ‒ a melhor maneira, segunda eles, de evitar a volta do PT ao poder. Tem de ser boi que pese 20 arrobas, ou mais. Mas calma, que não é simplesmente embarcar os animais e “mandar para a casa do Presidente Bolsonaro”. Confira abaixo o vídeo e os detalhes dessa campanha.

Segundo eles, a campanha seria para “o bem do Brasil” e para evitar a volta do PT ao poder.

Como a lei não permite que candidato receba animais em doação, a ideia é que cada pecuarista meta a mão no bolso e ajude Bolsonaro com a quantia equivalente ao preço de um boi de 20 arrobas.

Arroba é uma medida que representa o peso da carcaça do boi. Carcaça significa o peso da carne com os ossos. Geralmente, representa 50% do peso de todo animal. No Brasil, a arroba equivale a 15 kg. O preço do boi gordo, em novembro último, fechou em R$ 322,40, valor 25,26% (o equivalente a R$ 65,20 por arroba) maior que o de outubro.

Estima-se que existam 700 mil pecuaristas no país, considerando-se apenas criadores que possuem mais de 20 cabeças de gado. Mas alguns devem ser petistas.

Em abril de 1964, logo depois do golpe militar, o grupo de comunicação Diários Associados lançou a campanha “Ouro para o bem do Brasil”. Aceitavam-se cheques também, e dinheiro vivo. Era para ajudar o governo do presidente Castelo Branco a pagar a dívida externa do país e baixar a inflação. Quem doasse sua aliança de ouro recebia em troca uma de latão onde estava escrito: “Dei ouro para o bem do Brasil.”

Um grupo de pecuaristas de Goiás, como supracitado, foram os que começaram a campanha em grupos de WhatsApp para convencer seus colegas de outros estados a doarem bois para campanha de Bolsonaro. Eles afirmam que o objetivo é evitar a volta do PT ao poder. Veja abaixo:

Na fala o pecuarista André Luiz Paula Costa

Você apoia a campanha?

Muitos pecuaristas tem movimentando para que a campanha vá em frente que o presidente receba essa ajuda para se manter no poder, evitando assim a entrada do ex-Presidente Lula no poder presidencial novamente. O agro sempre teve um apreço por Bolsonaro, relação essa que se desgastou durante os últimos anos e acabou perdendo alguns apoiadores.

Entretanto, apesar de não serem todos Bolsonaristas, a maior parte da classe não deseja o retorno do PT ao poder, tendo em vista que as invasões de terra recuaram para menor nível durante o Governo Bolsonaro, além da posse de arma, aumento do Plano Safra e melhorias na infraestrutura do país, em apoio ao crescimento do agronegócio.

Afinal de contas, de onde você é e qual a sua posição em relação a campanha? Conte para nós nos comentários!

Foto: Governo de Mato Grosso

Preço da carne acumula altas sucessivas

Enquanto isso, o consumidor brasileiro tem consumido cada vez menos carne. O consumo vem caindo há três anos consecutivos no país. Em 2020, recuou expressivos 10% em relação ao anterior.

Em junho do ano passado, considerando o acumulado em 12 meses, o brasileiro pagava quase 40% mais (38,17%) pelo produto do que um ano antes. De acordo com dados divulgados em maio pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a carne vermelha registrou alta acumulada de 35,14% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA Amplo 15) no período de 12 meses.

Pesquisa eleitoral

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 40% dos votos em 1º turno contra 30% de Jair Bolsonaro (PL) se as eleições para presidente fossem hoje. O dado é de pesquisa PoderData realizada de 19 a 21 de dezembro de 2021.

O levantamento foi realizado por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.000 entrevistas em 494 municípios nas 27 unidades da Federação de 19 a 21 de dezembro de 2021.

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