Por menos de R$ 200 frigorífico não compra boi gordo

Por menos de R$ 200 frigorífico não compra boi gordo

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Foto Divulgação.

Como disse um pecuarista “agora abriu a porteira, por menos de R$ 200 eu não vendo boi”. E você, vai ceder a pressão de baixa ou vai dando sustentação as altas?

O mercado físico do boi gordo segue com preços em alta nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil. De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, as cotações podem estar no limite. Preço vai subir nos próximos dias, ou melhor, continuar subindo!

Quando olhamos para o cenário promisso do mercado do boi gordo, com um mercado interno aumentando o consumo e as exportações se consolidando dia após dia, temos a sensação de mais uma ano positivo para o pecuarista. Esse mesmo pecuarista está, diante dos fatos, fazendo o seu dever de caso nesse jogo travado com os frigoríficos. Os estoques das indústrias estão muito baixos e a demanda para o final do mês é grande, por isso, os frigoríficos estão ofertando preços melhores a cada dia, pois tem a obrigação de garantir os estoques para o carnaval.

O Agrobrazil, uma das maiores tecnologias dos últimos tempos para o mercado do boi, tem mostrado todos os dias as altas da arroba pelo Brasil. Para se ter uma ideia, na praça de São Paulo, a média da arroba está cotada em R$ 203,68. Já em Pirapozinho/SP, o boi com padrão exportação subiu para R$210/@ com 45 dias para pagar e abate marcado para o dia 19 de fevereiro. No estado de Goiás, o boi gordo ficou cotado em R$ 200/@ com 30 dias para pagar e data do abate para o dia 14 de fevereiro.

Todos esses dados, mostram uma crescente demanda, por parte dos frigoríficos, pelo boi gordo. Isso se justifica pelas escalas de abate defasadas e estoques baixos. O pecuarista precisa aproveitar o momento, da água no lombo do boi e os pastos verdes, para poder manter esse viés de alta no mercado do boi. Agora é a vez do pecuarista!

Segundo a Scot Consultoria

A oferta comedida de boiadas mantém o mercado do boi com os preços firmes. Das trinta e duas praças monitoradas pela Scot Consultoria, a cotação subiu em 27 delas, desde o início deste mês.

Destaque para o Norte do país. Na praça de Araguaína-TO, a cotação da arroba subiu 9,3% no período analisado.

Já o Oeste da Bahia foi a única região onde o preço do boi gordo caiu no acumulado de fevereiro. O recuo foi de 0,5%, considerando o preço à vista.

Segundo Safras & Mercado

“A demanda interna de carne bovina não tem forças para sustentar novas altas, que dependerão de uma retomada forte no ritmo de exportações para se manterem nos atuais níveis”, afirma.

Segundo Iglesias, as boas condições das pastagens contribuem para manter o mercado de boi gordo bem aquecido, permitindo um período maior de retenção dos animais para engorda.

  • Na capital paulista, os preços do mercado à vista subiram R$ 1, para R$ 204 a arroba.
  • Em Uberaba (MG), a arroba foi cotada em R$ 194, com alta diária R$ 2.
  • Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 191 a arroba para até R$ 192,00 a arroba.
  • Em Goiânia (GO), o preço indicado ficou em R$ 192 a arroba.
  • Enquanto em Cuiabá (MT), o valor da arroba passou de R$ 178 para R$ 179.

Atacado

No atacado, os preços da carne bovina voltaram a subir. “Mas a tendência de curto prazo é de desaceleração da pressão de alta, uma vez que o consumo tradicionalmente cai na segunda quinzena de cada mês. Além disso, o brasileiro médio não tem como arcar com tantos reajustes e vai migrar para proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango”, acredita Iglesias.

Nesta quarta-feira, 12, o corte traseiro passou de R$ 14,50 o quilo para R$ 14,60. A ponta de agulha subiu de R$ 11,20 o quilo para R$ 11,95. Já o corte dianteiro foi de R$ 11 o quilo para R$ 11,20.

Compre Rural com informações da Scot Consultoria, Agrobrazil e Safras&Mercado

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