Preços da soja oscilam de forma regionalizada

Preços da soja oscilam de forma regionalizada

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Soja
Foto: RRRufino / Embrapa

Segundo a consultoria Safras, diante da baixa oferta, o mercado deve continuar com forte distorção, com sinalização do interior se descolando da paridade de importação.

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira, 29, praticamente sem negócios. De acordo com a consultoria Safras, os preços oscilaram de forma regionalizada e na maioria das praças são apenas uma referência nominal.

“A alta nos prêmios e a retração do produtor sustentam as cotações em algumas regiões. Em outras, a instabilidade do dólar e a baixa de Chicago pesaram na formação das cotações”, diz. Mas com a escassa disponibilidade, o mercado deve continuar com forte distorção nos preços, com sinalização do interior se descolando da paridade de importação.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 117. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 116,50. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 120 para R$ 119,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 111 para R$ 112 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 116 para R$ 118.

Em Rondonópolis (MT), a saca estabilizou em R$ 111. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 111 para R$ 113. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$ 109.

Contratos futuros

A soja fechou esta quarta-feira com preços mais baixos na Bolsa de Chicago. De acordo com a consultoria Safras, o mercado sofreu pressão mais uma vez da previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e da falta de novas vendas para a China. As perdas foram limitadas pelo desempenho positivo financeiro, em meio à expectativa sobre a definição dos juros pelo Federal Reserve (Fed).

“Além da expectativa de safra cheia nos Estados Unidos, as primeiras sinalizações são de aumento de área também no Brasil, formando um quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa”, informa a consultoria.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 5,25 centavos ou 0,58% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,91 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,85 por bushel, com perda de 2,25 centavo ou 0,25%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,57%, a US$ 295,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,06 centavos de dólar, alta de 0,14 centavo ou 0,46% na comparação com o fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras

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