Preços do milho seguirão elevados? Confira agora!

Preços do milho seguirão elevados? Confira agora!

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Foto: Kenia Santos/ Canal Rural

O mercado internacional de milho foi surpreendido com o corte nos estoques trimestrais norte-americanos; novos dados serão revelados nesta semana.

A última semana foi marcada por preços mais altos do milho tanto na Bolsa de Chicago, quanto no mercado interno. A partir da próxima segunda-feira, 5, o mercado aguarda novos anúncios de oferta e demanda norte-americana, que deverão ser feitos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da Safras Consultoria Paulo Molinari.

  • O mercado internacional de milho está um pouco surpreso com o dado de estoque trimestral com corte de quase 7 milhões de toneladas em relação ao estimado pelo USDA em setembro;
  • Os estoques agora estão estimados em 50,7 milhões de toneladas. Esse será o estoque de passagem a ser ajustado pelo USDA no quadro de oferta e demanda do próximo dia 9, referente ao ano comercial 2019/2020;
  • Isso deverá reduzir o estoque do ano comercial 2020/2021 de 63,4 para 57 milhões de toneladas. Ainda um grande estoque e suficiente para atender a qualquer demanda até 2021;
  • Por isso, o surto de alta na Bolsa de Chicago no milho na semana parece exagerado. US$ 4 por bushel em outubro nos parece alto frente ao quadro de produção e estoques atuais;
  • A colheita nos EUA chegou apenas a 15% na semana e tende a se arrastar até novembro, pois são 378 milhões de toneladas ainda uma grande safra;
  • É possível que o USDA faça algum pequeno corte de produção no relatório do dia 9, o qual em nada alterará o quadro geral;
  • Preços altos no Brasil, Argentina e Ucrânia ajudam a demanda global a se concentrar no milho dos EUA daqui para frente;
  • No mercado interno, preços muito firmes e atingindo recordes semanais;
  • Exportadores ainda agressivos para cumprir os embarques de outubro a dezembro, há pouca demanda para janeiro;
  • As exportações brasileiras chegaram a 23 milhões de toneladas com a programação de 4,3 milhões em outubro. Dentro do programado para o ano em 34 a 35 milhões de toneladas;
  • Não há nada de novo na exportação. Porém, a demanda interna muito forte, o câmbio com novas desvalorizações e o baixo estoque regional em poder dos consumidores alimentam a alta;
  • Os produtores estão aguardando uma melhoria de clima. As chuvas de primavera estão muito atrasadas. Apenas o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná avançam no plantio;
  • A retenção do milho tem também o fundamento do quadro da safra de verão, ou seja, o produtor mantém o milho como reserva no armazém;
  • A chance de importação no curto prazo com esse quadro externo e câmbio é mínima, pois os custos superam R$ 70 nos portos + frete interno;
  • Começa a crescer a procura por milho safrinha 2021 para entregas de junho e julho, produção essa que dependerá de um bom plantio de soja neste mês de outubro;
  • As chuvas são esperadas de forma mais expressiva e quase geral para o feriado do dia 12, o que pode alavancar o plantio com alguma segurança na segunda quinzena de outubro;
  • Por enquanto, não há nenhum comprometimento para o plantio da safrinha 2021 e tão pouco para o quadro de produção do verão. Contudo, a atenção ao La Niña é evidente neste momento.

Fonte: Agência Safras

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