Preocupações com clima no Brasil impulsionam cotações da soja em Chicago

A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 158,23 milhões de ton, com elevação de 0,3% sobre a safra da temporada anterior.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. Após as perdas acumuladas na semana passada, o mercado teve uma segunda de recuperação. As preocupações com o clima no Brasil e o impacto sobre a safra do maior produtor mundial sustentaram as cotações.

Os recentes boletins meteorológicos não apontam para chuvas suficientes nos próximos dias, renovando as preocupações o final do plantio e o desenvolvimento das lavouras no Brasil.

A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 158,23 milhões de toneladas, com elevação de 0,3% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 157,83 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por SAFRAS & Mercado. Se confirmada, ainda será a maior safra da história. Em 24 de novembro, data da estimativa anterior, a projeção era de 161,38 milhões de toneladas. A redução sobre a previsão anterior é de 1,95%.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 984.410 toneladas na semana encerrada no dia 7 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.173.257 toneladas.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja em grãos para destinos não revelados, a serem entregues na temporada 2023/24.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 32,00 centavos ou 2,45% a US$ 13,36 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 13,53 1/4 por bushel, com ganho de 30,25 centavos ou 2,28%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 8,50 ou 2,10% a US$ 413,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,11 centavos de dólar, com alta de 0,91 centavo ou 1,81%.

Fonte: Agência Safras

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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