Sul terá os maiores volumes de chuva, com risco de temporais e granizo. Ao mesmo tempo, grande parte do interior do Brasil enfrenta um cenário oposto: umidade abaixo de 20%, calor e tempo seco, exigindo atenção de produtores rurais e da população.
O contraste climático continua marcando o início desta semana no Brasil. Enquanto uma nova área de instabilidade mantém chuvas, trovoadas e possibilidade de queda de granizo sobre a Região Sul, boa parte do Centro-Oeste, Sudeste, interior do Nordeste e Tocantins segue sob influência de uma massa de ar seco, favorecendo baixíssimos índices de umidade relativa do ar, aumento do risco de queimadas e impactos para atividades agropecuárias.
De acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as condições se mantêm entre terça-feira (4) e quarta-feira (5), com atenção especial para produtores rurais, especialmente durante operações de colheita, manejo de animais e pulverizações.
Tempestades ganham força no Sul
A Região Sul concentra as condições meteorológicas mais severas do país.
O avanço de áreas de baixa pressão atmosférica entre o norte da Argentina e o Paraguai favorece a formação de nuvens carregadas sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando chuvas frequentes, trovoadas e possibilidade de granizo, principalmente entre terça e quarta-feira. A análise sinótica apresentada pelo INMET também mostra que esse sistema influencia o oeste e o sul de Mato Grosso do Sul.
O instituto mantém aviso amarelo de perigo potencial para tempestades, com previsão de:
- chuva entre 20 e 30 mm por hora, podendo atingir 50 mm no dia;
- ventos entre 40 e 60 km/h;
- possibilidade de queda de granizo;
- risco de danos pontuais em plantações, queda de galhos, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos localizados.
Tempo seco preocupa o interior do Brasil
Enquanto o Sul enfrenta excesso de chuva, o restante do país segue convivendo com um cenário típico da estação seca.
O interior do Centro-Oeste, Sudeste, Tocantins e parte do Nordeste continua registrando baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente durante a tarde.
Segundo o INMET, permanecem alertas para:
- Tocantins: umidade inferior a 20% em parte do estado;
- Mato Grosso e Goiás: níveis abaixo de 20% em diversas regiões;
- oeste da Bahia: umidade crítica durante as horas mais quentes;
- áreas de Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo também permanecem sob atenção para baixa umidade.
Além do desconforto para a população, esse cenário aumenta significativamente o risco de incêndios florestais, reduz a qualidade das pastagens e dificulta operações agrícolas que dependem de condições adequadas de umidade.
Centro-Oeste terá mudança gradual
No Centro-Oeste, a terça-feira ainda será predominantemente seca.
As exceções ficam para o oeste de Mato Grosso e principalmente Mato Grosso do Sul, onde áreas de instabilidade começam a avançar.
Na quarta-feira, a chuva ganha força em praticamente todo Mato Grosso do Sul e pode ocorrer acompanhada de trovoadas, sobretudo nas regiões próximas às fronteiras com o Paraguai e Paraná.
Norte segue com pancadas isoladas
Na Região Norte, as chuvas permanecem concentradas principalmente sobre:
- oeste do Amazonas;
- Acre;
- Rondônia;
- Roraima;
- norte do Pará;
- Amapá.
Nas demais áreas, predomina tempo firme, poucas nuvens e baixa umidade do ar, principalmente no Tocantins, onde permanece o alerta para índices inferiores a 20%.
Nordeste terá chuva apenas na faixa litorânea
A chuva continua concentrada na costa do Nordeste.
Os maiores volumes são esperados entre:
- litoral do Rio Grande do Norte;
- Paraíba;
- Pernambuco;
- Alagoas.
O INMET mantém aviso de perigo potencial para chuvas intensas, com acumulados de até 50 mm e ventos entre 40 e 60 km/h nessas áreas.
Já o interior nordestino permanece sob domínio do tempo seco, com baixa umidade principalmente no oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí e oeste de Pernambuco.
Sudeste terá pouca chuva
No Sudeste, o tempo continua estável na maior parte da região.
A chuva deve ocorrer apenas de forma isolada:
- no Espírito Santo;
- no nordeste de Minas Gerais;
- e, na quarta-feira, algumas áreas do estado de São Paulo podem registrar pancadas isoladas.
O restante da região permanece sob influência do ar seco, especialmente no interior paulista e em Minas Gerais.
Impactos para o agronegócio
O cenário desta semana exige atenção redobrada no campo.
No Sul, produtores devem acompanhar o avanço das tempestades, principalmente em áreas de trigo, milho de inverno, hortaliças e pomares, onde granizo e ventos podem provocar perdas localizadas.
Já nas regiões centrais do país, a combinação entre baixa umidade, temperaturas elevadas e ausência de chuva favorece o aumento do risco de incêndios, acelera a perda de água do solo e pode comprometer pastagens, além de exigir cuidados extras durante pulverizações agrícolas e manejo do rebanho.
Segundo o INMET, esse padrão climático resulta da atuação de áreas de baixa pressão sobre o Sul e de um sistema de alta pressão no leste do Brasil, responsável por manter o tempo firme e seco em grande parte do interior do país.
Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias.