Produtores de leite devem receber mais de R$ 50 mil de Governo

Produtores de leite devem receber mais de R$ 50 mil de Governo

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Foto Divulgação.

Infelizmente o Governo do Brasil deixá a desejar mais uma vez; Produtores de leite britânicos poderão receber até £ 10 mil do governo devido à pandemia.

Desde o início do surto de coronavírus, a indústria de lácteos enfrenta desafios com excesso de leite, queda de preços e redução da demanda do setor de hospitalidade. Infelizmente, a crise trouxe grandes reduções no consumo em todo o mundo. Diferente dos outros países, o Governo brasileiro deixou a desejar no momento de apoio ao setor. Veja que sensacional o apoio do Governo na Inglaterra!

No Reino Unido, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) criou um fundo para ajudar os produtores de leite da Inglaterra mais afetados a superar o impacto do surto de coronavírus (Covid-19).

O novo financiamento visa ajudar produtores que tiveram demanda reduzida por seus produtos, já que bares, restaurantes e cafés tiveram que fechar. O fundo será administrado pela Agência de Pagamentos Rurais (RPA).

Eles podem se inscrever se fornecerem leite de vaca a um comprador atacadista e tiverem uma redução no preço médio pago por leite de 25% ou mais em abril de 2020 em comparação com o pago em fevereiro de 2020.

As perdas serão calculadas comparando o preço base médio (excluindo ajustes) em fevereiro e abril de 2020. O governo disse que todos os pagamentos do Dairy Response Fund são discricionários e que não há direito automático a nenhum pagamento.

Os pagamentos serão arredondados para o valor mais próximo de £ 250 (US$ 312) até o limite de £ 10.000 (US$ 12.480) para cada empresa registrada. Considerando a conversão da moeda, os valores em reais chegam a quase R$ 64 mil reais. O produtor brasileiro não teve ajuda do Governo e deve ficar complicada a situação para se manter na atividade!

No Brasil

Por mais um mês, o Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira registrou aumento. Na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), os desembolsos do produtor cresceram 0,48% em maio frente a abril e no acumulado de 2020, 4,05%. Os principais insumos que contribuíram para esse cenário foram suplementação mineral, com valorização de 2,14%, adubos e corretivos, 1,64%, e concentrado, de 0,79%.

Com a alta em maio, os preços de insumos de suplementação mineral subiram aproximadamente 4% em 2020, na “média Brasil”. Vale ressaltar que a desvalorização cambial do Real frente ao dólar influencia no aumento dos custos da suplementação mineral e também dos fertilizantes. Considerando-se as médias mensais deste ano, a moeda norte americana se valorizou 37,13% em relação ao Real.

Apesar do recuo nas cotações do milho, o valor recebido pelo leite também diminuiu, fazendo com que a relação de troca se mantivesse estável na comparação mensal.

Porém, na comparação anual, o cenário é diferente. Com o preço do cereal subindo quase 35% (valores corrigidos pelo IGP-DI) entre maio de 2019 e maio 2020 e o do leite caindo 14% (também em valores corrigidos), o poder de compra do produtor de leite diminuiu, passando de 23 litros por saca para mais de 36 litros por saca.

Compre rural com as informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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