Quanto vale terra boa nos EUA? Fazenda em Iowa supera US$ 18 mil por acre

Propriedade de 59,2 hectares tem solos produtivos, acesso facilitado e quase 96% da área destinada à produção agrícola

O mercado de terras agrícolas dos Estados Unidos registrou mais uma negociação milionária em Iowa. Uma propriedade de 146,27 acres foi vendida por US$ 18.100 por acre, mostrando quanto pode valer uma terra boa nos EUA quando produtividade, localização e disponibilidade limitada aparecem reunidas no mesmo negócio.

O leilão ocorreu em 16 de junho de 2026, no condado de Poweshiek. A operação voltou ao noticiário após ser incluída em uma compilação publicada em setembro pela revista norte-americana Successful Farming. Portanto, trata-se de uma negociação realizada anteriormente, e não de uma venda concluída nesta semana.

Terra boa nos EUA movimentou cerca de US$ 2,65 milhões

A propriedade possui aproximadamente 59,2 hectares. Multiplicando a extensão pelo preço pago por acre, o negócio alcançou valor estimado de US$ 2.647.487.

Na conversão entre as unidades de medida, cada acre corresponde a cerca de 0,4047 hectare. Dessa forma, os US$ 18.100 por acre equivalem a aproximadamente US$ 44,7 mil por hectare.

O resultado da negociação foi registrado pela Peoples Company, que monitora leilões de imóveis rurais no Meio-Oeste norte-americano. A empresa classificou o imóvel como área de lavoura e confirmou tanto sua extensão quanto o valor pago.

Quase toda a propriedade pode ser cultivada

Dos 146,27 acres negociados, 139,98 acres são reconhecidos como área agrícola pela Farm Service Agency, ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Isso representa aproximadamente 95,7% da extensão total da propriedade.

De acordo com a Hertz Farm Management, responsável pela oferta, o imóvel está localizado ao sul da cidade de Grinnell, próximo à rodovia interestadual I-80 e com acesso por estrada pavimentada.

A propriedade vinha sendo utilizada na produção de milho para sementes. Seus solos são formados principalmente pelas classes Garwin, Tama, Killduff e Muscatine, encontradas em áreas agrícolas produtivas de Iowa.

Qualidade ajuda a explicar o preço da terra boa nos EUA

O imóvel recebeu 87,6 pontos no Corn Suitability Rating 2 (CSR2), sistema empregado em Iowa para medir a aptidão dos solos para o cultivo de milho. O resultado indica uma propriedade com elevado potencial agrícola.

Considerando o preço final e a classificação do solo, a negociação correspondeu a aproximadamente US$ 207 por ponto de CSR2, conforme registrado pelo American Farmland Owner.

O índice, entretanto, não deve ser analisado isoladamente. Extensão cultivável, histórico produtivo, drenagem, relevo, formato dos talhões, acesso às estradas e proximidade de estruturas de comercialização também interferem na avaliação de uma propriedade rural.

A Iowa State University ressalta que o valor de uma fazenda deve ser estimado com base em transações comparáveis e nas características específicas de cada imóvel. Assim, uma venda individual serve como referência, mas não estabelece sozinha o preço de todas as terras da região.

Negociação ficou acima da média de Iowa

O preço obtido em Poweshiek superou as principais referências estaduais. Segundo a Pesquisa de Valores de Terras de 2025 da Iowa State University, o valor médio das propriedades agrícolas de Iowa foi de US$ 11.549 por acre.

As áreas classificadas como de alta qualidade alcançaram média de US$ 14.030 por acre. Comparado a esse grupo, o imóvel negociado por US$ 18.100 apresentou um valor cerca de 29% superior. Em relação à média geral do estado, a diferença foi de aproximadamente 57%.

O levantamento da universidade foi elaborado a partir de 463 respostas válidas, fornecidas por 316 profissionais ligados ao mercado de terras. Em 2025, o preço médio estadual subiu apenas 0,7%, movimento classificado pelos pesquisadores como um ajuste, e não como uma expansão generalizada do mercado.

A oferta restrita de propriedades, os bons rendimentos agrícolas e a demanda de produtores e investidores ajudaram a sustentar os valores. Por outro lado, juros elevados, custos de produção e preços mais fracos das commodities limitaram avanços maiores.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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