Rei da carne acelera engorda de super novilhas a pasto

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Foto: @agrojacarezinho

Em ouras palavras, elevar o percentual de rendimento de carcaça de 53%, quando se obtém, portanto, novilhas de 15,7 @ aos 24 meses de idade, em 355 dias.

O Estudo contou com a coordenação do NEPI – Núcleo de Estudos de Pecuária Intensiva da UFMT – Universidade Federal do Mato Grosso, Campus de Sinop-MT, envolveu a multinacional Nuttron Cargill com fornecimento da nutrição, ACRIMAT – Associação de Criadores do Mato Grosso e a startup iBeef, responsável pelas análises técnico-científicas.

A Marfrig pegou 180 novilhas e começou a tratá-las a pasto e com suplementação de baixo consumo. De 212 kg em média, após 355 dias finalizaram em 445 kg.

É certo que os animais nelores de primeira linha têm boa conversão alimentar, ainda assim o ganho de peso diário de 656 gramas foi considerado acima do padrão. Só no capim, o rendimento ideal das novilhas iria consumir entre 12 a 18 meses a mais.

Com esse teste, a principal empresa global de hambúrgueres e uma das líderes em exportação de carne in natura sabe que pode conseguir animais mais jovens a pasto com apoio nutricional.

Em ouras palavras, elevar o percentual de rendimento de carcaça de 53%, quando se obtém, portanto, novilhas de 15,7 @ aos 24 meses de idade, em 355 dias.

De acordo com o diretor executivo da ACNMT, André Zambrim, as metas a serem alcançadas com o experimento incluíam fomentar o ganho de peso a pasto, elevar o percentual de rendimento de carcaça e entregar carne de qualidade, considerando esse último fator como segunda etapa do estudo que demanda mais tempo de laboratório.

“Os resultados superaram nossas expectativas, já que o gado a pasto costuma ser um pouco mais lento para engordar, é a demonstração de que o protocolo nutricional traz ao produtor a possibilidade de obter animais mais jovens, prontos para o abate e com alto valor agregado”, afirma o Zambrim.

E ainda comemora o presidente da ACNMT, Aldo Telles, que o resultado foi acima do esperado, considerando a seca que assolou o estado do Mato Grosso no ano passado, considerada a maior dos últimos anos. “Para alcançar o mesmo padrão que tivemos, sem nutrição complementar, seriam necessários em média 12 a 18 meses a mais de pasto”, explica.

A Nuttron, da Cargill, entrou com a comida. E a iBeef foi a responsável pelas análises técnico-científicas. Na segunda etapa do estudo, que agora avança, serão monitorados o ganho de qualidade da carne, como maciez, marmoreio e acabamento de gordura, por exemplo.

Para Fabion Almeida, gerente regional de Originação da Marfrig, as características identificadas com alto nível de qualidade determinam um avanço para a pecuária, trazendo benefícios para fornecedores e consumidores.

“A qualidade da carne é um fator de extrema importância para a cadeia que poderá produzir animais com maior valor agregado, e para o consumidor que ganha em qualidade de produto, parâmetro essencial para sua experiência de compra”, afirma.

A Agropecuária Jacarezinho comemora ano de sucesso nas negociações e no crescimento dos negócios. empresa da família de Marcos Molina, controlador da Marfrig, é também um dos maiores nomes da pecuária nacional, mais precisamente no mercado de genética.

Atualmente, o rebanho de Marcos Molina, possui cerca de mais de 150.000 mil cabeças de gado. Parte desse rebanho veio após a aquisição da Fazenda São Marcelo, que possui um rebanho de 40 mil cabeças de gado, considera a quarta maior do país. Para se ter um comparativo, o Rei do Gado, possui um rebanho de 200 mil cabeças de gado localizadas no Estado do Pará.

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